– Mudança de ênfase nas ações para lidar com
as secas na Região Nordeste
– Os açudes deixam de ser foco principal e
há a incorporação da ideia de planejamento
econômico e social para o Polígono das
Secas que havia sido instituído na década de
1930
– Conferência em 1950 no Instituto de
Engenharia de São Paulo
– o Programa Açudagem em Cooperação
aparece como obra de interesse local
“valiosa do plano de combate ao flagelo”,
mas o tipo de açude feito a partir desse
“programa tende a criar, na terra seca, a
classe dos senhores da água
– Criação do BNB
– A seca acelera o processo de empobrecimento
e de espoliação dos pequenos camponeses
– Obras contra a seca
– Política da construção de açudes para o
convívio com a seca
– Manter o sertanejo cearense em sua terra a
partir da oferta de trabalho
– Construção e reparos de rodovias:
– Manter o sertanejo cearense em sua terra a
partir da oferta de trabalho
– Distribuição de gêneros alimentícios (Legião
Brasileira de Assistência)
– Intensa emigração dos flagelados:
– Rota da Capital
– Rota das Obras
– Crise humanitária e deslocamento intenso de populações
– Estimativa de 10 milhões de refugiados nordestinos
– Severidade da seca superando a capacidade das
infraestruturas do estado,
revelando necessidade de melhorias e expansão
– Surgimento do termo “indústria da seca”, cunhado pelo
jornalista do Correio da Manhã, Antônio Callado.
– Estabelecimento do Grupo de Trabalho para o
Desenvolvimento do Nordeste (GTDN)
– Instituição do Conselho de Desenvolvimento do Nordeste
(CODENO) para promover o desenvolvimento
regional e buscar “soluções” para as desigualdades
socioeconômicas do Nordeste, tendo sido precursor da
SUDENE.
– Criação da SUDENE para elaborar e implementar políticas
públicas para solucionar problemas de disparidades regionais;
– Assistência à sociedade fragilizada pela seca
– Obras contra a seca
– Política da construção de açudes para o convívio com a seca
– Manter o sertanejo cearense na zona rural a partir da oferta
de trabalho
– Crescimento dos latifundiários
– Crescimento das desigualdades econômicas, regionais e
sociais
– Desponta a era da “solução econômica”
– Chega ao Brasil na década de 1960 a
Comissão “Aliança para o Progresso”
– A “busca” de soluções para a problemática
da região viria de fora, via missões, aportes
financeiros estrangeiros e assessoria
técnica internacional
– Efetivação da política de açudagem como estratégia
de adaptação da sociedade
– Capacidade acumulada de reservação de água no
Estado triplicou em relação à seca de 58
– Emigração dos flagelados permanece
– Rebeliões em busca de comida e trabalho
– 11% da população cearense emigrou do estado
– População nas capitais nordestinas quase triplicou
– Inchaço populacional: desemprego no meio rural,
pauperismo e exclusão social destes retirantes nas
cidades
– Apesar de uma década de ações e políticas públicas,
os sertanejos cearenses ainda estavam expostos à seca
– Distribuição de sementes, verbas, uso de
carros-pipas, execução de obras e planejamento de
operações (SUDENE)
– Projeto não obteve seguros resultados que
neutralizassem os efeitos da estiagem
– Atraso na resposta do Governo Federal
– Ausência de políticas de amparo às mulheres do campo
– Emigração dos flagelados permanece: aumento do “inchaço
urbano”
– Retirantes emigram do campo para acabar com o
sofrimento (fome e sede), mas passam a sofrer nas cidades
com o desemprego, a falta de habitação, péssimas instituições educacionais, etc
– Crescimento desproporcional de favelas nos grandes
centros urbanos
– Racionamento d’água em Fortaleza (amenizado com a
criação do sistema Pacoti-Riachão em 1980)
– Rebeliões dos flagelados: saques a silos e armazéns (exemplo:
saque ao armazém da Cobal, em Quixeramobim)
– Declínio de retirantes atendidos pelos planos emergenciais
do Estado
– Conflitos entre os flagelados e autoridades locais
– Mobilização de carros-pipa (SUDENE), utilizando água dos
reservatórios da capital cearense
– Racionamento d’água em Fortaleza
– Década bastante afetada pelos efeitos do El Niño
– DNOCS é extinto em 1995, sendo reestabelecido no
início dos anos 2000 como autarquia especial
– Criação da COGERH e início do processo de alocação
de água
– Construção do Canal do Trabalhador
– Perda de animais e lavouras
– 57% da produção agrícola da região Nordeste foi
perdida
– Prejuízo estimado em 5% do PIB nordestino
– Aumento dos “saques da fome”
– Inclusão de atividades de educação e capacitação,
além de instrumentos de comunicação (“disk seca”)
– Ações descentralizadas, maior participação e
transparência
– Mudança de “resistência à seca” para
“convivência com a seca”: saída do assistencialismo,
buscando resultados permanentes
– Grande estiagem (Maciço de Baturité e Quixadá ) e o
estabelecimento de valores para a irrigação
– Aumento considerável de perfuração de poços (SOHIDRA)
– Construção e instalação de cisternas
– Manutenção da operação carro-pipa
– Antecipação do processo de macro alocação negociada de 2013 (vazão de
estiagem);
– Construção de grandes obras de transferência entre bacias (Cinturão das
Águas, Projeto de Integração do Rio São Francisco)
– Além de obras já construídas desde a última seca (como o Canal do Trabalhador) ampliadas durante o período mais recente (como o Eixão das Águas)
– Perda de animais e lavouras
– 176 municípios declaram situação de emergência por seca em 2013
– Safra agrícola de sequeiro (grãos e mandioca) – Do total de 182 municípios
avaliados, 166 sofreram perdas maiores que 50%, sendo que destes, 87 municípios sofreram perdas acima de 80%
– Acirramento de conflitos pelo uso da água
– Programas mais efetivos de transferência de renda
– Agricultores que perdem sua produção conseguem permanecer em suas
terras através de programas sociais
– Redução considerável da emigração dos flagelados
– Melhorias no sistema de previsão climática e monitoramento de secas
– Fortalecimento de instituições de pesquisa como a Funceme
– Mudança comportamental do sertanejo cearense
– Uso mais consciente e racional da água
– Implantação do Encargo Hídrico Emergencial
– Desenvolvimento do Monitor de Seca
– Comitê Integrado de Combate à Seca no Ceará – Grupo de Contingência
– Definição de premissas para a alocação de água
– Produção de mais informações sobre o sistema hídrico e são requisitados
estreitamentos de relações interinstitucionais
– Risco iminente de colapso hídrico
– Redução de perenização de trechos dos rios
– O valor real da produção de leite e seus derivados passou de R$ 565,3
milhões, em 2010, para R$ 694 milhões no ano de 2015