Evento apresentou os resultados dos primeiros Planos de Gestão Proativa de Secas elaborados para hidrossistemas cearenses e promoveu o debate sobre políticas públicas de adaptação ao clima.

Nos dias 25 e 26 de agosto de 2025, o auditório da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), em Fortaleza, sediou o I Seminário Secas, Sociedades, Políticas Públicas e Adaptação ao Clima – Estratégia de Gestão Proativa de Secas em Sistemas Hídricos: Experiência do Ceará. O encontro reuniu pesquisadores, gestores públicos, instituições parceiras e representantes dos Comitês de Bacia para apresentar e discutir os resultados da primeira etapa de elaboração dos Planos de Gestão Proativa de Secas para os hidrossistemas cearenses.

Ao longo de dois dias de programação, especialistas debateram os avanços da estratégia estadual de gestão proativa de secas, iniciativa que busca fortalecer a capacidade de planejamento e resposta diante dos períodos de estiagem, substituindo ações predominantemente reativas por um modelo baseado na antecipação dos riscos, no monitoramento contínuo e na tomada de decisões fundamentadas em evidências.

Participantes do I Seminário Secas, Sociedades, Políticas Públicas e Adaptação ao Clima

Foto: CEPAS/UFC

A estratégia de gestão proativa de secas busca antecipar riscos, fortalecer o planejamento e integrar ciência, gestão pública e participação institucional para ampliar a segurança hídrica e a adaptação às mudanças climáticas.

O seminário contou com representantes da Cogerh, da Secretaria dos Recursos Hídricos do Ceará (SRH), da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), dos Comitês de Bacia Hidrográfica e das equipes técnicas responsáveis pela elaboração dos planos em diferentes hidrossistemas do estado.

Um dos principais momentos da programação foi a apresentação dos resultados obtidos pelas equipes que conduziram os primeiros Planos de Gestão Proativa de Secas. As exposições abordaram as metodologias empregadas, os desafios enfrentados durante o processo de elaboração e as experiências desenvolvidas em diferentes regiões do Ceará.

Apresentação durante o seminário

Foto: CEPAS/UFC

Durante a programação também foram compartilhadas experiências institucionais relacionadas à implementação da estratégia estadual de gestão proativa de secas, além da apresentação do Sistema de Apoio à Decisão para Gestão de Secas, ferramenta desenvolvida para apoiar o monitoramento das condições de seca e subsidiar a tomada de decisões pelos gestores públicos.

Além das apresentações técnicas, o evento promoveu espaços de diálogo entre pesquisadores, gestores e instituições parceiras para avaliar os avanços obtidos até o momento e discutir os próximos passos para o aperfeiçoamento da metodologia. As discussões reforçaram a importância da integração entre ciência, gestão pública e participação institucional na construção de políticas de adaptação às mudanças climáticas.

Participantes durante o I Seminário Secas, Sociedades, Políticas Públicas e Adaptação ao Clima

Foto: CEPAS/UFC

A programação contemplou mesas-redondas, relatos de experiências e debates sobre a elaboração dos planos em diversos hidrossistemas cearenses, reunindo pesquisadores de diferentes universidades e instituições parceiras. O encontro também destacou o papel da cooperação entre academia, órgãos gestores e entidades de pesquisa na consolidação de políticas públicas voltadas à gestão do risco de seca.

Ao reunir especialistas e equipes envolvidas na construção dos Planos de Gestão Proativa de Secas, o seminário consolidou-se como um importante espaço para troca de conhecimentos, aperfeiçoamento metodológico e fortalecimento da estratégia estadual de gestão proativa de secas, contribuindo para ampliar a resiliência dos sistemas hídricos e das populações frente aos desafios impostos pela variabilidade climática.

Sobre o evento
O I Seminário Secas, Sociedades, Políticas Públicas e Adaptação ao Clima integra as ações voltadas ao desenvolvimento da estratégia de Gestão Proativa de Secas no Ceará, promovendo a articulação entre universidades, instituições de pesquisa, órgãos gestores e Comitês de Bacia para fortalecer a segurança hídrica e a adaptação às mudanças climáticas.

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