Comitê do Médio Jaguaribe avança no Plano de Secas do Açude Joaquim Távora, em Jaguaribe

Nesta quinta-feira (30), o Comitê da Sub-bacia Hidrográfica do Médio Jaguaribe, Comissão Gestora e integrantes de comunidades do entorno do Açude Joaquim Távora participaram da 2ª Oficina de elaboração do Plano de Gestão Proativa de Secas para o respectivo hidrossistema. O evento ocorreu na sede da Colônia de Pescadores Z55, no distrito de Feiticeiro, município de Jaguaribe. A oficina foi estruturada em três momentos: No primeiro momento, os Professores Alberto Teixeira e Paulo Lima, do IFCE campus Limoeiro do Norte, parte da equipe do Programa Cientista Chefe, apresentaram o diagnóstico elaborado para a região, debatendo os dados e informações levantados durante a primeira oficina. O segundo momento foi marcado pela dinâmica interativa “Seca em Jogo” para explorar os conceitos que serão trabalhados no plano, contribuindo para a elaboração dos cenários de seca e definição dos níveis meta da operação do reservatório na região hidrográfico. Nesse sentido, “o objetivo do jogo [de tabuleiro] visa promover a participação ativa dos atores locais na elaboração de planos proativos de seca, facilitar a compreensão dos conceitos, promover a cooperação e empatia entre os jogadores e garantir a efetividade dos planos de gestão proativa de secas na mitigação dos impactos causados por esse fenômeno, sendo que o mais importante é que todas as condicionantes estão atreladas à vivência, à realidade local de cada ator social participante dessa peça lúdica”, comentou o Prof. Paulo Lima. O terceiro momento consistiu na elaboração dos planos de ação, em que os participantes utilizaram uma metodologia específica para identificar problemas no açude Joaquim Távora. A partir de uma matriz de planejamento, foram propostas ações para resolver esses problemas, além da classificação do estado de seca e a definição dos responsáveis para cada ação. Os planos de ação elaborados foram, em seguida, apresentados a todos os presentes. Este é o segundo plano de secas desenvolvido na região do Médio Jaguaribe, sendo o primeiro realizado no açude Riacho do Sangue. Há projeção de que outras ações do tipo sejam implantadas em todos os reservatórios que tenham comissão gestora ativa nessa sub-bacia hidrográfica, segundo o professor Alberto Teixeira. A terceira e última oficina está prevista para dia 13 novembro, quando o plano final será apresentado à Comissão Gestora e, posteriormente, submetido à aprovação do Comitê de Bacias Hidrográficas do Médio Jaguaribe. Sobre o Plano O Plano de Seca na região hidrográfica do Médio Jaguaribe é coordenado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), através do Projeto Cientista Chefe, em parceria com a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (COGERH) e o Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologias do Ceará – IFCE Campos Limoeiro do Norte. O projeto está institucionalmente vinculado à Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP), por meio do projeto Desenvolvimento de Ferramentas Tecnológicas de Gestão para o Planejamento dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará: Segurança Hídrica e Planejamento de Secas. Originalmente em: https://www.cogerh.com.br/comite-do-medio-jaguaribe-avanca-no-plano-de-secas-do-acude-joaquim-tavora-em-jaguaribe/

Comissão Gestora do Açude Olho d’água participa da 1ª oficina do Plano de Secas do reservatório

Na terça-feira (4), a Comissão Gestora do Açude Olho D’Água participou da 1ª Oficina do Plano de Gestão Proativa de Secas do Hidrossistema, realizada na Associação da Boa Vista, localizada no Sítio Boa Vista, município de Várzea Alegre. O encontro teve início com a Reunião Ordinária da Comissão Gestora, conduzida por Josevan Leite, do núcleo da Gestão Participativa da regional da Cogerh do Salgado, que ressaltou a importância da participação ativa dos membros nas discussões e decisões sobre o reservatório. Os membros solicitaram uma nova fiscalização para reavaliar a vazão de liberação de água, visto que o volume não está chegando à ponte próxima à entrada do Sítio Boa Vista. A solicitação foi acolhida e encaminhada para análise. Na sequência, teve início a Oficina de Construção do Plano de Seca do Reservatório Olho D’Água, conduzida pela professora Celme Torres, da Universidade Federal do Cariri (UFCA), que apresentou aos participantes a metodologia e as etapas de elaboração do Plano de gestão proativa da seca. Durante a programação, foi realizada a dinâmica “Teia do Conhecimento”, que promoveu a integração entre os participantes por meio de apresentações individuais, possibilitando o compartilhamento de experiências e das atuações de cada um nas comunidades atendidas pelo açude. Em seguida, ocorreu uma roda de diálogo com perguntas e respostas sobre temas essenciais à construção do plano — como a percepção dos usuários sobre os períodos de estiagem, estratégias de prevenção e medidas de convivência com a seca. Para finalizar a oficina, os participantes foram divididos em grupos e responderam a questionários voltados aos desafios enfrentados pelos agricultores e às contribuições que podem fortalecer a elaboração do Plano de Seca do Açude Olho D’Água. Sobre o Plano O Plano de Seca é coordenado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), através do Projeto Cientista Chefe, em parceria com a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (COGERH). O projeto está institucionalmente vinculado à Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP), por meio do projeto Desenvolvimento de Ferramentas Tecnológicas de Gestão para o Planejamento dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará: Segurança Hídrica e Planejamento de Secas. Ele visa desenvolver ações para gestão de recursos hídricos em situação de escassez, aperfeiçoando o planejamento nas regiões. Por meio de estratégias operacionais, o plano conta com três esferas integradas: Alocação de Água, Plano de Segurança Hídrica e Plano de Gestão de Secas. Juntamente com os Comitês de Bacia e as Comissões Gestoras, o documento estratégico, de curto prazo, visa definir ações capazes de diminuir o impacto das secas hídricas, acordando com os processos estabelecidos na alocação negociada de água já existentes. De forma proativa, o Plano tem três pilares fundamentais que contempla diferentes escalas e finalidades: o monitoramento preventivo e o alerta precoce, a avaliação da vulnerabilidade, do impacto e a mitigação, o planejamento e as medidas de respostas. Originalmente em: https://www.cogerh.com.br/comissao-gestora-do-acude-olho-dagua-participa-da-1a-oficina-do-plano-de-secas-do-reservatorio/

Comissão Gestora do Açude Jenipapo trabalha na elaboração do Plano de Secas do Hidrossistema

Nesta terça-feira (4), o município de Meruoca sediou a II Oficina de Elaboração do Plano de Gestão Proativo de Seca do Hidrossistema Jenipapo, no Sindicato dos Trabalhadores(as) Rurais de Meruoca. O encontro reuniu por meio do projeto do cientista chefe a Profa. Dra. Marina Leitão (UVA), Profa. Dra. Janine Brandão Farias (UFC) e Keila Maria Mesquita Linhares (UVA) que conduziram a reunião, além de representantes de instituições públicas, entidades locais, usuários de água e a equipe técnica da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (COGERH). O Plano de Gestão Proativo de Seca busca planejar, de forma antecipada, ações práticas e integradas que possam ser implementadas antes e durante os períodos de escassez hídrica, reduzindo os impactos sociais, econômicos e ambientais. Com abordagem operacional e foco nos sistemas hídricos, o plano é construído de forma colaborativa junto aos colegiados de gestão das águas e às Gerências Regionais da COGERH, que atuam como multiplicadores desse processo participativo. Durante a oficina, foram apresentados e discutidos os principais resultados do diagnóstico do Hidrossistema Jenipapo, composto por uma série de informações fundamentais: caracterização geral do sistema, usos atuais da água, aspectos normativos e institucionais, percepções sobre a seca, impactos, conflitos sociais, e vulnerabilidades. O Hidrossistema Jenipapo está localizado na Região Hidrográfica do Acaraú, tendo como principal curso d’água o Riacho Contendas, abrangendo os municípios de Meruoca e Alcântaras. Inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) da Meruoca, o sistema é marcado por uma bacia predominantemente rural. Durante a apresentação do diagnóstico, destacou-se também a situação da qualidade da água do açude. Das amostras analisadas, 2% foram classificadas como de péssima qualidade, 30% apresentaram condições ruins, 57% enquadraram-se como mesotróficas (nível médio de produtividade) e 11% foram consideradas oligotróficas, ou seja, com águas mais limpas e de baixa produtividade. Também foram observados pontos de poluição próximos à bacia hidráulica. O diagrama de usos do açude Jenipapo indica uma ampla diversidade de finalidades da água, incluindo abastecimento humano, dessedentação animal, irrigação, atividades comerciais e de lazer (balneários), além de retiradas por carros-pipa. Entre as principais ações e medidas adotadas para mitigar os efeitos negativos da seca, destacam-se: a realização de reuniões com usuários e comissões gestoras, a articulação entre órgãos públicos e entidades locais, e o fortalecimento do diálogo nos Comitês de Bacia. Do ponto de vista estrutural, medidas como perfuração de poços profundos, construção de adutoras e instalação de cisternas de placa. Outras iniciativas incluem a operação de carros-pipa, instalação de chafarizes e mobilização de associações e coletivos comunitários. Um dos momentos mais importantes da oficina foi a realização do “Seca em Jogo”, uma ferramenta interativa que busca não apenas informar, mas também engajar e estimular a participação ativa da sociedade na elaboração dos Planos de Gestão Proativa de Seca. A metodologia lúdica e participativa favorece o aprendizado coletivo, permitindo que diferentes grupos compreendam o funcionamento dos sistemas hídricos e colaborem na definição de estratégias conjuntas para enfrentar os períodos de estiagem. O projeto Plano de Gestão Proativo de Seca é inteiramente cearense, desenvolvido no âmbito do Programa Cientista Chefe de Recursos Hídricos (Funcap), em parceria com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), e contando também com varias instituições de ensino e uma ampla interdisciplinaridade. O projeto conta ainda com o apoio da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH) e do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (CIRAD). A iniciativa tem se destacado nacionalmente, sendo finalista do Prêmio ANA 2023 na categoria Educação – Ensino Superior e Pesquisa. Com a população cada vez mais engajada e consciente das ações que devem ser adotadas antes, durante e após os períodos de seca, o Plano de Gestão Proativo de Seca do Hidrossistema Jenipapo representa um passo importante na construção de soluções conjuntas e sustentáveis. Ao promover o diálogo, fortalecer a cooperação e antecipar medidas, o processo contribui para reduzir conflitos e construir consensos entre os diferentes usuários de água. Originalmente em: https://www.cogerh.com.br/comissao-gestora-do-acude-jenipapo-trabalha-na-elaboracao-do-plano-de-secas-do-hidrossistema/

Comissão Gestora do Açude São José II avança na construção do Plano de Secas

Nesta terça-feira (12), a Comissão Gestora do Sistema Hídrico São José II se reuniu para avançar na elaboração do Plano de Gestão Proativo de Secas do açude. O encontro ocorreu na Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), em Piquet Carneiro, reunindo representantes de instituições parceiras, membros da comissão gestora e atores locais. O Plano é um instrumento essencial para o planejamento, a prevenção e a mitigação dos impactos das secas na região. Durante o encontro, foram destacadas as informações técnicas do reservatório, além de discutido o diagnóstico do plano para validar as informações coletadas nas etapas anteriores, possibilitando correções e contribuições por parte dos participantes. A programação incluiu ainda a dinâmica “Seca em Jogo”, uma atividade interativa voltada à definição dos estados de seca e dos níveis-meta — etapa fundamental para subsidiar a elaboração dos futuros cenários de gestão. Na sequência, foi realizada a Oficina de Elaboração dos Planos de Ação, em que os participantes construíram, de forma colaborativa, estratégias e medidas concretas que integrarão o Plano do Açude São José II. O encontro foi marcado por aprendizado, integração e troca de saberes, reafirmando o compromisso coletivo com a gestão participativa dos recursos hídricos e fortalecendo o diálogo entre instituições, gestores e comunidades locais. A 3° e última oficina foi agendada para o dia 09 de dezembro. Originalmente em: https://www.cogerh.com.br/comissao-gestora-do-acude-sao-jose-ii-avanca-na-construcao-do-plano-de-secas/

Comitê do Alto Jaguaribe aprova Plano de Secas do Açude Canoas

Nesta terça-feira (2), no auditório da Universidade Integrada do Ceará, em Iguatu, o Comitê da Sub-Bacia do Alto Jaguaribe realizou sua 88º Reunião Ordinária. Em seguida, os professores da Universidade Federal do Ceará campus Crateús, Luana Viana e Alan Michel apresentaram a validação do Plano de Gestão Proativa de Secas do açude Canoas. Alan apresentou as características do plano, como a gestão de risco de crise proativa e reativa, as orientações em períodos de seca, que serão divididos em quatro estágios: normal, alerta, seca e seca severa. Já foi criada a câmara técnica do plano de bacias para monitoramento e possíveis ajustes. O documento foi aprovado por unanimidade pela plenária. Sobre o Plano O Plano de Secas é coordenado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), através do Programa Cientista Chefe, em parceria com a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh). O projeto está institucionalmente vinculado à Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP), por meio do projeto Desenvolvimento de Ferramentas Tecnológicas de Gestão para o Planejamento dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará: Segurança Hídrica e Planejamento de Secas. Ele visa desenvolver ações para gestão de recursos hídricos em situação de escassez, aperfeiçoando o planejamento nas regiões. Por meio de estratégias operacionais, o plano conta com três esferas integradas: Alocação de Água, Plano de Segurança Hídrica e Plano de Gestão de Secas. Juntamente com os Comitês de Bacia e as Comissões Gestoras, o documento estratégico, de curto prazo, visa definir ações capazes de diminuir o impacto das secas hídricas, acordando com os processos estabelecidos na alocação negociada de água já existentes. De forma proativa, o Plano tem três pilares fundamentais que contemplam diferentes escalas e finalidades: o monitoramento preventivo e o alerta precoce, a avaliação da vulnerabilidade, do impacto e a mitigação, o planejamento e as medidas de respostas. Palestra sobre Humanidade Em seguida, o professor e escritor Ivo Lavor ministrou uma palestra com o tema Humanidade 5.0 que retratou a história da humanidade até os dias de hoje. O momento focou na Inteligência emocional, respeito, gentileza, tolerância e perdão, habilidades necessárias a nosso tempo. Comenda Alto Jaguaribe Após a palestra, foram escolhidos os nomes para receberem, no ano de 2026, a comenda Alto Jaguaribe ( Miguel, Luís Pintado, Marcelo e Evaneide) e Honra ao mérito 14 de maio (Gesilene, Manoel Timóteo, Arilete e externa Sandra Belchior). Referente ao ano de 2025, as duas homenagens foram entregues aos seguintes membros: Comenda Alto Jaguaribe José Horácio (CREDE 16), José Martins ( Prefeitura de Catarina), Maria Josefa ( Paróquia Bom Jesus- Quixelô) e Rosângela Teixeira ( FAEC) Honra ao Mérito 14 de Maio Antônio Augusto ( Prefeitura de Cariús), Francisco Erivaldo ( EMATERCE), Kelly Oliveira ( Associação de Produtores Rurais-Jucás), Ronieles Dias ( Associação Comunitária Mamoeiro). Por fim, o Comitê celebrou o fim dos trabalhos do ano com uma confraternização, com música ao vivo, troca de presentes e um bolo temático Participaram do evento 38 Instituições Membros e 56 Participantes. Originalmente em: https://www.cogerh.com.br/comite-do-alto-jaguaribe-aprova-plano-de-secas-do-acude-canoas/

XXVI Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos

O XXVI Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos será realizado de 23 a 28 de novembro de 2025, na cidade de Vitória, ES. O local escolhido para sediar o evento é o Pavilhão de Carapina, localizado na região metropolitana de Vitória. Rodovia do Contorno (BR-101), Km 0, S/N – Carapina, Serra – ES.

Cogerh sedia encontro estratégico para fortalecer Plano de Adaptação às Mudanças Climáticas

 A sede da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) foi o palco, nesta segunda-feira (1º), de um encontro para o futuro da gestão da água no estado: a Reunião de Validação e Proposição de Ações e Estratégias do Plano de Adaptação às Mudanças Climáticas do Setor de Recursos Hídricos do Ceará. O evento, promovido pelo Programa Cientista Chefe de Recursos Hídricos, reuniu pesquisadores e representantes da Funceme, Cogerh, SRH e UFC para construir e validar um conjunto de ações que prepare o Ceará para os desafios hídricos futuros. O plano visa desenvolver medidas adaptativas para aumentar a resiliência e a segurança hídrica do estado frente a cenários de incerteza. As projeções climáticas para o Ceará indicam possíveis reduções na média de chuvas e um aumento na intensidade de eventos de precipitação , tornando o planejamento estratégico uma ferramenta crucial para a sustentabilidade da região. A professora Carla Beatriz (UFC), que coordena a iniciativa ao lado do professor Assis Filho (UFC/Cientista Chefe de Recursos Hídricos do Ceará), destacou a importância do trabalho colaborativo. Segundo ela, “este é um momento coletivo essencial para a construção de estratégias que fortaleçam a gestão hídrica do estado diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas”. O encontro reforçou a integração e a busca por soluções conjuntas com a participação de instituições-chave como a UFC (através do CEPAS), COGERH, Funceme, Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), Cagece e UECE. Sobre o Plano A iniciativa é um subprojeto do Programa Cientista Chefe: Recursos Hídricos, uma parceria entre a Funcap e a Secitece, que une a academia e a gestão pública para encontrar soluções baseadas na ciência. As discussões e propostas abordadas na reunião são desenhadas para combater impactos diretos das mudanças climáticas, como a potencial diminuição da disponibilidade hídrica superficial e subterrânea , o aumento das demandas setoriais (agrícola, industrial, abastecimento humano) e a intensificação de conflitos pelo uso da água. Originalmente em: https://portal.cogerh.com.br/cogerh-sedia-encontro-estrategico-para-fortalecer-plano-de-adaptacao-as-mudancas-climaticas/

Cogerh sedia Seminário sobre Planos Proativos de Secas e avança em nova estratégia de gestão hídrica no Ceará

Nos dias 25 e 26 de agosto, a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) sediou em Fortaleza o Seminário sobre Planos de Gestão Proativa de Secas. O evento reuniu especialistas, gestores públicos e técnicos para apresentar a experiência do Ceará no desenvolvimento de soluções voltadas ao enfrentamento da seca. Promovido pelo Programa Cientista Chefe de Recursos Hídricos, o seminário ocorreu no Auditório da Cogerh e foi transmitido remotamente para o público. A programação destacou a elaboração dos Planos Proativos de Secas em diversos reservatórios. A meta é criar 64 planos para 64 reservatórios. Os Planos Proativos de Secas são fruto da parceria entre o programa Cientista Chefe do Governo do Estado, Cogerh, Secretaria dos Recursos Hídricos, Funceme, Universidade Federal do Ceará (UFC) e Funcap. A Cogerh, parceira do Programa Cientista Chefe, teve um papel central na formulação e execução desses planos, aplicando sua expertise técnica e mais de 30 anos de experiência em gestão participativa das águas no estado. O diretor de Operações da Cogerh, Tércio Tavares, reforçou a relevância da ciência para a gestão de recursos hídricos. “A ciência é a base de tudo. Esse investimento em pesquisa, aliado à participação social, é essencial para avançar na segurança hídrica e garantir que o Ceará esteja mais preparado para enfrentar futuras secas“, afirmou. Até o momento, mais de 20 planos de seca já foram elaborados, em reservatórios como, Patu, Acarape do Meio, Ubaldinho, Jaburu I, dentre outros, fortalecendo a integração entre ciência, inovação tecnológica e gestão participativa. O objetivo é tornar os sistemas hídricos mais resilientes, reduzir os impactos de futuras secas, promover o desenvolvimento econômico e assegurar a segurança hídrica para a população cearense. Planos de Gestão Proativa de Secas Segundo o professor e Cientista Chefe do projeto, Assis Filho, os planos são estratégicos e operacionais, permitindo decisões mais precisas e eficientes. “Essa iniciativa coloca o Ceará à frente de outros estados brasileiros na gestão de recursos hídricos, integrando ciência, inovação tecnológica e participação social para garantir melhores condições de vida para a população”, destacou. A construção dos planos é realizada em parceria com a Secretaria de Recursos Hídricos e diversas universidades, como UFC, UFCA, Unilab, Instituto Federal e Universidade Vale do Acaraú. Essa colaboração garante a participação regional, envolvendo Comitês de Bacia, Comissões Gestoras de reservatórios e associações de usuários de água. Parceria entre ciência e sociedade na gestão da água A iniciativa envolve cientistas da Universidade Federal do Ceará (UFC), especialistas da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), técnicos da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e, fundamentalmente, representantes da sociedade civil. Esse modelo de gestão participativa é o que torna os planos realmente proativos. Eles são elaborados em todos os açudes do Ceará que contam com Comissões Gestoras de Reservatórios, que são formadas por usuários da água e poder público. “Essa união de conhecimentos técnicos e práticos garante que as ações sejam eficientes, transparentes e alinhadas com as necessidades de quem mais depende da água“, explicou o Professor Assis Filho. A ciência por trás dos planos de gestão de secas A elaboração dos planos de gestão de seca da Cogerh é um processo técnico e científico. A pesquisa envolve a análise da variabilidade climática, a modelagem do balanço hídrico e a avaliação do impacto das mudanças climáticas. O resultado é um plano que visa o monitoramento, a previsão e a análise de vulnerabilidade, beneficiando toda a população cearense e os diversos usos da água. Os planos funcionam com base em alertas graduais de seca à medida que os níveis dos reservatórios reduzem. Para cada estado — alerta, seca e seca severa — são definidas ações concretas e específicas. A inovação nesse projeto foi sua metodologia pedagógica, que convida quem usa água dos açudes a simular as distribuições do recurso durante um ano por meio do “Seca em Jogo“, jogo de tabuleiro criado pela Funceme. O objetivo é não deixar o reservatório secar após 10 rodadas, simbolizando anos, com cada participante com um papel diferente, representando indústria, pequeno irrigante, poder público e outras instituições que fazem parte do processo de alocação. “Esse método fomenta reflexão dos próprios usuários sobre os problemas, levanta percepções que o público teve durante aquele momento complicado na vida local e os chama a resolvê-los. Eles se sentem parte do processo. É o caráter democrático. E aí, a gente faz eles enxergarem que existe uma parte do poder público interessada em resolver esse problema junto com eles, conseguindo construir ali o consenso”, analisa Alberto Teixeira, professor do curso de Saneamento Ambiental do IFCE de Limoeiro do Norte e condutor dos Planos de Secas dos açudes Riacho do Sangue, em Solonópole, e do Santo Antônio de Russas. Otacílio Matos, da Associação dos Produtores Solidários (Aprosol) de Capistrano, usuário do Açude Pesqueiro e membro da Comissão Gestora do reservatório, desenvolveu uma nova visão de sua responsabilidade na operação do manancial após as oficinas do Plano de Secas. Para o produtor, a grande diferença durante o processo foi compreender a dinâmica das prioridades de uso do hidrossistema e como as decisões da Comissão impactam setores diversos. “Alguns de nós não tinham a compreensão da importância da Comissão durante as definições das alocações de água. O professor esclareceu quais são as prioridades de uso, que sempre será o abastecimento humano. Porque se faltar água para consumo diário das famílias, é calamidade total”, contou Otacílio, se referindo ao professor Marcelo Cavalcanti, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), que conduziu oficinas com a comunidade local. Essa rede institucional liderada pelo Programa Cientista Chefe foi determinante para engajar os membros de Comitês de Bacia e de Comissões Gestoras de acordo com a professora de Engenharia Civil da Universidade Federal do Cariri, Celme Torres, que conduziu a construção dos Planos dos açudes Ubaldinho, Rosário e Cachoeira, na região do Salgado. “O tempo todo a gente dizia aos participantes: ‘Olha, a gente tá aqui como mediador desse plano, mas quem tem que dizer o que quer e o que pensa são vocês’. Então, isso

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