Gestão do Açude Santo Anastácio é tema de reunião entre equipe do CEPAS e a reitoria da UFC

Durante o encontro, o grupo debateu sobre iniciativas focadas na gestão integrada, sustentável e responsável do açude, cartão-postal do Campus do Pici Iniciativas para a co-gestão do açude Santo Anastácio congregam inovação, gestão sustentável e parceria entre comunidade e academia / Foto: Divulgação Na tarde desta terça-feira, 1, a equipe do Centro Estratégico de Excelência em Políticas de Águas e Secas (CEPAS), em reunião com o reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Prof. Custódio Almeida, debateu sobre o conjunto de iniciativas para a gestão coordenada, inclusiva e transparente do Açude Santo Anastácio (ASA). O objetivo é que as ações, somadas aos esforços da sociedade civil e da comunidade acadêmica, façam do ASA uma referência nacional na gestão de águas urbanas. Principal cartão-postal do Campus do Pici, o açude recebe águas da Lagoa da Parangaba através de um canal de drenagem. Atualmente, o local enfrenta graves desafios ambientais, como poluição e a proliferação de macrófitas aquáticas, conhecidas como aguapés. Samiria Maria, professora e pesquisadora do CEPAS, destaca que as iniciativas em curso visam transformar o açude em um verdadeiro laboratório a céu aberto, incorporando ações de governança, planejamento, educação, extensão e pesquisa. Durante o encontro, o grupo discutiu sobre o Plano de Manejo e Remediação do ASA (Planasa), estratégia voltada para a recuperação ambiental da bacia, o controle da poluição, o manejo de recursos como água, solo e resíduos, além do aproveitamento das macrófitas para a produção de biogás. A criação do programa Açude Escola também foi destaque na reunião. A ideia é que o programa se torne uma ferramenta para ajudar os cursos de graduação a curricularizarem suas extensões. “Inicialmente, esse programa Açude Escola tanto vai ser uma porta para desenvolver as atividades de extensão dos próprios alunos da universidade, mas ele também vai ser usado para treinar e capacitar técnicos das instituições ligadas à gestão de recursos hídricos”, explica a pesquisadora. Outra proposta discutida na reunião foi a co-gestão do açude Santo Anastácio, com foco na criação de um modelo colaborativo de governança. A ideia é envolver governo, comunidades locais, ONGs e instituições acadêmicas em um esforço conjunto para a tomada de decisões e implementação de ações voltadas à preservação e recuperação do açude. Essas ações, aliadas ao engajamento comunitário e à aplicação científica, têm como objetivo consolidar o ASA como um modelo de gestão sustentável, inovação e recuperação ambiental, trazendo benefícios tanto para o ecossistema quanto para a sociedade.
Encontro 10 Anos do Monitor de Secas termina com compartilhamento de experiências nacionais e internacionais sobre acompanhamento de secas

Renato Senna, Maycon Castro e Samanta Lacerda apresentam o painel com o tema O Panorama da Seca no Amazonas em 2023/24 e o Uso do Monitor de Secas como Auxílio à Gestão Com uma série de apresentações técnicas com nomes de referência no monitoramento de secas, em Fortaleza (CE), no Hotel Oásis Atlântico, terminou o Encontro 10 Anos do Monitor de Secas. O evento foi realizado em 21 e 22 de agosto pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME) com o intuito de reunir especialistas brasileiros e estrangeiros para debater a primeira década de trabalho do Programa Monitor de Secas. Além disso, foram discutidas as perspectivas, como a expansão do trabalho para a América do Sul, e pontos que precisam ser aperfeiçoados nessa iniciativa realizada por uma rede com mais de 60 instituições federais, estaduais e distrital. Estiveram presentes ao segundo dia de evento a diretora da Agência Ana Carolina Argolo e os diretores interinos da ANA Marco Neves e Nazareno Araújo. Diferente do primeiro dia, que contou com a participação de autoridades e especialistas internacionais, esta quinta-feira teve um foco mais nacional e regional sobre os trabalhos realizados pela equipe que faz o Monitor de Secas acontecer. Coordenadora de Articulação para a Gestão de Eventos Críticos da ANA, Alessandra Daibert, fala no painel O Monitor de Secas do Brasil: Perspectivas e Desafios Nesta sexta-feira, 22, o painel O Monitor de Secas do Brasil: Onde Estamos Após uma Década de Jornada abriu a programação e foi apresentado pela especialista em regulação de recursos hídricos e saneamento básico da ANA Priscila Gonçalves. A servidora abordou todo o processo de expansão do Monitor, que inicialmente cobria somente o Nordeste e que foi ampliado para todo o Brasil entre 2018, com a entrada de Minas Gerais, e 2024, com a inclusão do Amapá como último estado a entrar no Mapa do Monitor. Em seguida ocorreu o painel O Monitor de Secas do Brasil: Perspectivas e Desafios com palestra da coordenadora de Articulação para a Gestão de Eventos Críticos da Agência, Alessandra Daibert. A apresentação seguinte foi sobre o tema Planos de Contingência de Secas no Ceará e teve palestra do presidente da FUNCEME, Eduardo Martins, com a participação do diretor-geral do Centro Estratégico de Excelência em Políticas de Águas e Secas (CEPAS), o professor Francisco de Assis Filho. Com um foco em comunicação, o coordenador de Relacionamento com a Imprensa e Comunicação Institucional da ANA, Raylton Alves, apresentou o painel O Monitor de Secas como Realidade na Pauta da Imprensa do Brasil. Com participação de Alessandra Daibert, o servidor da Agência abordou como o Monitor de Secas entrou no noticiário dos veículos de comunicação de abrangência regional e nacional. O painel seguinte tratou do tema O Panorama da Seca no Amazonas em 2023/24 e o Uso do Monitor de Secas como Auxílio à Gestão com as participações de Renato Senna, Maycon Castro e Samanta Lacerda representando o estado. Eles compartilharam informações sobre a evolução da seca de 2023/2024 na Amazônia Ocidental e o uso do Monitor de Secas na formulação de políticas públicas e como ferramenta para a tomada de decisão, como no caso da edição de decretos tanto de situação de emergência quanto de emergência ambiental no Amazonas. Presidente da FUNCEME, Eduardo Martins, apresenta painel Planos de Contingência de Secas no Ceará Por sua vez, os representantes rondonienses Fábio Saraiva e Cledmar Carneiro fizeram palestras sobre temas complementares. Saraiva abordou A Experiência de Rondônia com a Rede de Observação de Impactos em Apoio à Validação dos Mapas Mensais. Já Carneiro falou acerca dos pluviômetros, equipamento para medição de chuvas, e seu uso no território rondoniense. O último painel da programação tratou da Correlação entre Severidade de Seca do Mapa do Monitor de Secas do Brasil e a Evapotranspiração de Referência no Estado de Sergipe. O tema foi exposto pelo doutorando em Meteorologia Aplicada da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Josielton Santos. Cinco representantes estaduais com atuação no Monitor, um de cada região do País, tiveram espaço para compartilhar experiências. O primeiro deles foi o coordenador do Centro de Prevenção de Desastres Ambientais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (SEMA/MA), Caco Graça, que fez uma apresentação com o tema Maranhão, sua Água e a Falta dela. Já o analista ambiental da Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Roraima (FEMARH/RR) Ramón Wellengson falou sobre a temática Roraima no Monitor de Secas: Desafios e Soluções. Renato Senna, Maycon Castro e Samanta Lacerda apresentam o painel com o tema O Panorama da Seca no Amazonas em 2023/24 e o Uso do Monitor de Secas como Auxílio à Gestão Já o analista ambiental da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (SEMA/RS) Adriano Battisti fez apresentação sobre A Seca no Rio Grande do Sul: Protótipo Protocolo de Ações. Juliana Gomes, da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (ADASA/DF), compartilhou a experiência do DF desde sua entrada no Monitor de Secas. Por fim, a meteorologista Cinthia Avellar, representante do Instituto Estadual do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro (INEA/RJ), apresentou a trajetória do estado no Monitor. O Monitor de Secas O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar o planejamento e a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS. O projeto tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua
Resolução Nº 03.2024 – Aprova o Plano de recursos Hídricos da RH Médio Jaguaribe

https://portal.cogerh.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Resolu%C3%A7%C3%A3o-N%C2%BA-03.2024-Aprova-o-Plano-de-recursos-H%C3%ADdricos-da-RH-M%C3%A9dio-jaguaribe.pdf Originalmente em: https://portal.cogerh.com.br/plano-de-recursos-hidricos-da-regiao-hidrografica-do-medio-jaguaribe/resolucao-no-03-2024-aprova-o-plano-de-recursos-hidricos-da-rh-medio-jaguaribe/
Cagece firma cooperação com Centro Estratégico de Excelência em Políticas de Águas e Secas (CEPAS) da UFC

Nesta terça-feira (30), foi assinado um termo de cooperação técnico-científica entre a Universidade Federal do Ceará (UFC) e órgãos do setor hídrico do estado. A medida institui o Centro Estratégico de Excelência em Políticas de Águas e Secas (CEPAS), que reúne laboratórios de diferentes áreas da universidade, para trabalhar na busca de soluções inovadoras e tecnológicas com foco em uma melhor proteção, gestão e tratamento das águas no Ceará. O CEPAS tem como objetivo fomentar o conhecimento para fortalecer o setor de recursos hídricos do Ceará. A iniciativa prevê o desenvolvimento de pesquisas científicas, além de novas tecnologias e alternativas para melhor encarar futuros períodos de seca, garantindo a oferta de água de qualidade para a população. “O Ceará está dando mais um passo importante. Esse é um momento que conclui o processo de instalação do CEPAS, visto que como um centro de políticas públicas, ele requer essa ligação orgânica com o Estado. Esse é um momento de formalização dessa aliança que o Estado faz para possibilitar o diálogo na construção de políticas de água e de convivência com a seca”, afirma o professor e cientista-chefe, Francisco de Assis de Sousa Filho, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da UFC. Para a atividade da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) no que diz respeito ao abastecimento da população, esta é uma parceria fundamental para mitigar inclusive os impactos das mudanças climáticas que já afetam não só o Ceará, mas todos os estados brasileiros. Neuri Freitas, presidente da companhia, destaca que, apesar do setor hídrico do Ceará ser considerado uma referência nacional, é importante continuar na busca constante por inovação. “A água é a grande discussão entre as companhias de saneamento do país e um dos pontos principais é com relação a qualidade. Infelizmente, hoje, a nossa água está com muita matéria orgânica, o que nos exige cada vez mais esforços para tratá-la. É preciso buscarmos conhecimento para desenvolver novas tecnologias de tratamento. Já temos todo um trabalho interno na companhia com as nossas pesquisas e com essa parceria nós vamos avançar ainda mais. Esse termo vai nos trazer bons frutos no futuro”, destaca Neuri Freitas, presidente da Cagece. Junto com a UFC e a Cagece, assinaram o termo de cooperação a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a Superintendência de Obras Hidráulicas (SOHIDRA) e a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). A ocasião contou com a presença de representantes da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH), da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), do Centec, além do ex-ministro da Integração, Francisco Teixeira, professores e técnicos estaduais. Originalmente em: https://www.ceara.gov.br/2024/05/01/cagece-firma-cooperacao-com-centro-estrategico-de-excelencia-em-politicas-de-aguas-e-secas-cepas-da-ufc/
Cagece firma cooperação com Centro Estratégico de Excelência em Políticas de Águas e Secas (CEPAS) da UFC

Nesta terça-feira (30), foi assinado um termo de cooperação técnico-científica entre a Universidade Federal do Ceará (UFC) e órgãos do setor hídrico do estado. A medida institui o Centro Estratégico de Excelência em Políticas de Águas e Secas (CEPAS), que reúne laboratórios de diferentes áreas da universidade, para trabalhar na busca de soluções inovadoras e tecnológicas com foco em uma melhor proteção, gestão e tratamento das águas no Ceará. O CEPAS tem como objetivo fomentar o conhecimento para fortalecer o setor de recursos hídricos do Ceará. A iniciativa prevê o desenvolvimento de pesquisas científicas, além de novas tecnologias e alternativas para melhor encarar futuros períodos de seca, garantindo a oferta de água de qualidade para a população. “O Ceará está dando mais um passo importante. Esse é um momento que conclui o processo de instalação do CEPAS, visto que como um centro de políticas públicas, ele requer essa ligação orgânica com o Estado. Esse é um momento de formalização dessa aliança que o Estado faz para possibilitar o diálogo na construção de políticas de água e de convivência com a seca”, afirma o professor e cientista-chefe, Francisco de Assis de Sousa Filho, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da UFC. Para a atividade da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) no que diz respeito ao abastecimento da população, esta é uma parceria fundamental para mitigar inclusive os impactos das mudanças climáticas que já afetam não só o Ceará, mas todos os estados brasileiros. Neuri Freitas, presidente da companhia, destaca que, apesar do setor hídrico do Ceará ser considerado uma referência nacional, é importante continuar na busca constante por inovação. “A água é a grande discussão entre as companhias de saneamento do país e um dos pontos principais é com relação a qualidade. Infelizmente, hoje, a nossa água está com muita matéria orgânica, o que nos exige cada vez mais esforços para tratá-la. É preciso buscarmos conhecimento para desenvolver novas tecnologias de tratamento. Já temos todo um trabalho interno na companhia com as nossas pesquisas e com essa parceria nós vamos avançar ainda mais. Esse termo vai nos trazer bons frutos no futuro”, destaca Neuri Freitas, presidente da Cagece. Junto com a UFC e a Cagece, assinaram o termo de cooperação a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a Superintendência de Obras Hidráulicas (SOHIDRA) e a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). A ocasião contou com a presença de representantes da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH), da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), do Centec, além do ex-ministro da Integração, Francisco Teixeira, professores e técnicos estaduais. Originalmente em: https://www.ceara.gov.br/2024/05/01/cagece-firma-cooperacao-com-centro-estrategico-de-excelencia-em-politicas-de-aguas-e-secas-cepas-da-ufc/
Entenda por que Ceará quase atingiu limite do número de açudes e se é possível barragem em Fortaleza

Cientista-Chefe de Recursos Hídricos analisa possibilidades para o futuro do abastecimento no Estado Garantir o futuro do abastecimento de água depende de ações planejadas hoje, principalmente pelo contexto de mudanças climáticas e eventos extremos que o mundo atravessa. Uma das principais medidas utilizadas no Ceará é a reserva acumulada em açudes, cujo primeiro exemplar foi inaugurado há quase 120 anos. Atualmente, porém, a construção de novas barragens já se aproximou do limite de um uso sustentável. É o que pensa Francisco de Assis de Souza Filho, Cientista-Chefe de Recursos Hídricos da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e professor do Departamento de Engenharia Hidráulica da Universidade Federal do Ceará (UFC). Em conversa com o Diário do Nordeste, ele analisou a complexa rede hoje existente, composta por 157 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). Para o especialista, quando questionado se é difícil encontrar novas localidades para a implantação dos reservatórios, “a gente tem como se fosse um limite superior do potencial a ser ativado”. Com a previsão de “mais 5 ou 6 barragens” no Estado – incluindo a Fronteiras, que está sendo construída no sertão de Crateús desde 2018 -, “a gente chegou a ativar praticamente todo o potencial”. Construir novas barragens significa, às vezes, tirar água de uma que já existe. A gente já está chegando num ponto, aqui no Ceará, que você já não produz nova água: você só realoca espacialmente e, às vezes, para um lugar menos eficiente do que aquele onde ela está sendo armazenada. Hoje, esse limite está em torno de 100 m³/s (metros cúbicos por segundo), em vazão regularizada com 90% de garantia – ou seja, em 90% do período analisado, o sistema é capaz de atender às demandas. Nesse modelo, falhas de atendimento devem ocorrer em 1 ano a cada 10 anos. Só estudos técnicos podem definir se uma nova intervenção compensa, no contexto das bacias hidrográficas onde ela pode ser inserida. Portanto, prospecta o cientista-chefe, é preciso buscar novas fontes de abastecimento, seja através de transposições de bacia, dessalinização da água do mar ou reuso da água. “Cada gota de água que a população economiza é uma gota de água que fica disponível para outro uso, para o crescimento da população ou para o uso produtivo. Essa ação de aumentar a eficiência é importante, até como sendo uma possibilidade de a gente ampliar os usos, os benefícios econômicos, associado a essa questão da água”, ressalta. Para 2024, a Lei Orçamentária Anual (LOA) do Estado do Ceará prevê recursos para a construção de oito barragens: Açude em Fortaleza? Em junho de 2017, foi inaugurada a barragem do Rio Cocó, em Fortaleza, cuja principal função é reter o excedente de água nos períodos chuvosos e fazer o controle da vazão do rio para evitar alagamentos. A barragem tem capacidade máxima de 6,4 milhões de metros cúbicos de água, que eventualmente pode servir a múltiplos usos, incluindo abastecimento. Atualmente, a Capital é assistida pelo complexo formado pelos açudes Gavião, Riachão, Pacoti e Pacajus. Com bons volumes, esse sistema dá autonomia de abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza sem a necessidade de transferência das águas do açude Castanhão, conforme a Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH). Mas, se todo ano a Capital é banhada por fortes chuvas durante toda a quadra, não seria mais vantajoso receber mais açudes para aproveitar esse potencial? Segundo o cientista-chefe, não. Assis ilustra: o município de Fortaleza tem uma área de 315 km². Quando o Castanhão está cheio, a área do espelho d’água chega a 300 km². Ou seja, “a nossa área aqui (em Fortaleza) não é uma área tão significativa para captar um volume de água muito grande”. Uma das possibilidades, indica ele, seria fomentar uma melhor gestão de águas urbanas, envolvendo os sistemas de drenagem urbana e de esgoto, a rede de distribuição de água e a gestão de resíduos sólidos, de uma forma mais integrada, “para evitar a poluição dos nossos corpos d’água, mas também até ativar esse potencial, até utilizando água de chuva e cisternas urbanas”. Contudo, segundo Assis, esse é um modelo mais caro e nem responde a todas as demandas que a cidade tem. A busca por águas subterrâneas também não daria conta dessa necessidade: “a gente deixou aqui como sendo uma demanda mais estratégica, porque nosso aquífero sedimentar é relativamente pequeno. De forma complementar, ele pode suprir algumas localidades, mas fica mais como uma reserva estratégica”. Planos de Bacias Atualmente, as reservas hídricas do Ceará ultrapassaram a marca de 54,4% da capacidade total do Estado, segundo o Portal Hidrológico. Essa é a maior reserva armazenada desde outubro de 2012. O número de açudes sangrando simultaneamente também continua a aumentar, e já atingiu um total de 69 reservatórios vertendo. O volume total é reflexo dos bons aportes nas bacias hidrográficas do Estado. As regiões do Acaraú, Coreaú, Litoral, Metropolitana, Serra da Ibiapaba, Salgado e Baixo Jaguaribe estão em situação “muito confortável”, com volumes acima de 70%. Já as regiões do Curu e Alto Jaguaribe estão na zona “confortável”, com mais de 50% das reservas. Para fornecer um diagnóstico completo, um prognóstico e um planejamento das ações a serem implementadas em cada uma das 12 regiões hidrográficas do Ceará, foram lançados os Planos de Recursos Hídricos na última semana. Segundo João Lúcio Farias, diretor de planejamento da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), os principais pontos prioritários em comum entre os planos são ações ambientais voltadas para a preservação das bacias e ações de infraestrutura, como a construção de reservatórios ou de adutoras. Sobre a região de Crateús, principal afetada pela baixa reserva hídrica hoje, ele afirma que o Estado tem expectativas de melhorar a oferta de água por meio do açude Fronteiras, “que vai duplicar o volume de água na bacia”. Para o diretor, a última seca (2012-2018) permitiu a criação de um grupo de acompanhamento e implementação das ações para a convivência com a seca; a construção de adutoras para melhorar a distribuição; a perfuração de poços para dar maior suporte aos municípios; e a implementação do projeto Malha D’água, que está na etapa de implementação
Cogerh lança planejamento que norteará agenda de recursos hídricos para os próximos anos no Ceará

São 12 planos de recursos hídricos, um para cada região hidrográfica do Ceará Após três anos de pesquisas e discussões, a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), em parceria com o Programa Cientista Chefe, promoveu nesta quarta (17) e quinta-feira (18) o seminário de lançamento dos Planos de Recursos Hídricos das regiões hidrográficas do Ceará. Em um esforço conjunto com a UFC, por meio de Termo de Cooperação Técnico-Científica, e com a participação dos Comitês de Bacias, a Cogerh entrega à sociedade os planos de recursos hídricos das diferentes bacias hidrográficas do Ceará. Essenciais para a agenda dos recursos hídricos, os planos são base de informações sobre ações de gestão, projetos, programas e investimentos prioritários. São planejamentos de longo prazo, com horizonte compatível com o período de implantação de seus programas e projetos. >>> São 12 planos de recursos hídricos, um para cada região hidrográfica do Ceará. Confira os documentos aqui O Diretor Presidente da Cogerh, Yuri Castro, enfatizou a importância de disseminar o conteúdo dos planos para os habitantes das diferentes regiões hidrográficas do estado. “É crucial que todos conheçam e se apropriem dos planos de sua bacia. Isso é fundamental para orientar as ações futuras. É necessário se aprofundar no plano e entender o caminho que deve ser seguido.” Além de Yuri Castro, a mesa de abertura contou com a presença do Secretário dos Recursos Hídricos, Robério Monteiro, e do Secretário Executivo de Planejamento e Gestão Interna, Ramon Flávio Rodrigues.Na ocasião, Ramon destacou a necessidade de incorporar os planos de recursos hídricos por bacias hidrográficas ao plano estadual de recursos hídricos e de mitigação de efeitos da seca. A aprovação dos Planos das Regiões Hidrográficas contou com a participação ativa dos colegiados dos Comitês de Bacias do Ceará, discutindo diretrizes e aprovando diferentes fases dos planos, incluindo diagnóstico, prognóstico e planos de ações. O processo de desenvolvimento dos planos durou cerca de 3 anos, começando ainda durante a pandemia, com encontros, discussões e debates realizados principalmente de forma virtual. Presidente do Comitê do Salgado, Wyldevânio Vieira, falou sobre a concepção do plano na bacia do sul do Estado. “O plano é solução plural para enfrentar problemas plurais – múltiplos cenários que necessitam de várias frentes de atuação. Poucos municípios têm planos de recursos hídricos, e nós temos isso”. E completa: “O maior potencial do Cariri é sua oferta de água – superficial e subterrânea. O Cariri só cresce porque tem água, só é isso porque tem água – a população do Salgado precisa entender isso”, afirmou. Nesta quinta-feira (18), as apresentações focaram na experiência de percepção dos Comitês de Bacias no processo de produção do plano. As perspectivas futuras também foram expostas, mostrando preocupação com a divulgação dos planos e incorporação deles por parte da sociedade. O diretor de Planejamento da Cogerh, João Lúcio Farias, citou os principais pontos abordados nas construções dos planos. Os pontos mais demandados pelos representantes dos Comitês de Bacias são acerca de questões ambientais e estruturais na região, fatores contemplados nos planos. “Pontos como construção de reservatórios, adutoras, e também as questões ambientais estão contemplados nos planos para cada região”, explicou João Lúcio. O Professor Assis Filho, Cientista Chefe de Recursos Hídricos, também atentou para a importância de apoio político e instrumentos que quantifiquem e como está sendo a implementação dos planos. A mesa de discussões contou ainda com a participação , do ex-secretário dos Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, do superintendente da Sohidra, Paulo Ferreira, do coordenador dos Planos de Recursos Hídricos e servidor da Cogerh, Ubirajara Patrício, do Presidente do Centec, Acrísio Sena, do coordenador de gestão de Recursos Hídricos da SRH, Carlos Campelo, dos representantes dos comitês de bacias, além de pesquisadores da UFC, Carla Beatriz e Ticiana Studart. Originalmente em: https://www.ceara.gov.br/2024/04/19/cogerh-lanca-planejamento-que-norteara-agenda-de-recursos-hidricos-para-os-proximos-anos-no-ceara/
Comitê do Baixo Jaguaribe aprova Plano de Recursos Hídricos e inicia processo para renovação da nova diretoria

O Comitê da Sub-Bacia Hidrográfica do Baixo Jaguaribe aprovou, nesta sexta-feira (12), o Plano de Recursos Hídricos (PRH) da região, durante sua 79ª Reunião Ordinária, em Limoeiro do Norte. Iniciado em abril de 2023, o plano passou por diversas etapas em que foram discutidos com a sociedade e com o Comitê do Baixo Jaguaribe, em parceria com a UFC, no âmbito do Programa Cientista Chefe e a Cogerh. Foram apontadas questões relacionadas à demanda e oferta hídrica, gerenciamento de recursos hídricos, aspectos ambientais e político-institucionais com horizonte temporal de 30 anos. Nova Diretoria Durante a reunião, foi iniciado o processo para renovação da diretoria do colegiado para o biênio 2024/2026, que deve ocorrer no mês de maio. Portanto, foi constituída a Junta Eleitoral que conduzirá o processo de eleição, formada por: André Luiz Braga (Sociedade Civil); Amauri Moreira (usuários); Edson Celedônio (Poder público municipal) e Cláudio Cajazeiras (Poder público Estadual/Federal). Operação do Eixão Além disso, ocorreu a apresentação do Projeto de Duplicação da Capacidade Operacional do Eixão das Águas, conduzida pelo Coordenador Célula de Normatização e Custos da Secretaria dos Recursos Hídricos do Ceará, Rômulo Saboya. O Projeto refere-se à 2ª Etapa do Eixão, que consiste na instalação dos três grupos de motobombas restantes da estação de bombeamento, dos equipamentos hidromecânicos remanescentes dos canais (comportas de controle de vazão) e instalação da segunda linha de tubulação em aço carbono (trechos de sucção, adutora de recalque e sifões). O Projeto, com recursos provenientes BNDES, está em fase de licitação, e ampliará a capacidade de transferência de água do açude Castanhão dos atuais 11 m³/s para 22 m³/s. Foi realizada ainda uma apresentação das ações desenvolvidas pela empresa Agrícola Famosa LTDA, membro do colegiado no segmento usuários de água e uma das maiores exportadoras de frutas frestas (melão e melancia) do país. Além das decisões tomadas, foram entregues placas de assiduidade para as instituições que compareceram a todas as reuniões do colegiado realizados em 2023, como forma de valorizar o empenho das instituições membro em participar ativamente da gestão participativa dos recursos hídricos do Baixo Jaguaribe. Originalmente em: https://portal.cogerh.com.br/comite-do-baixo-jaguaribe-aprova-plano-de-recursos-hidricos-e-inicia-processo-para-renovacao-da-nova-diretoria/
Cogerh lança Planos dos Recursos Hídricos do Ceará nos dias 17 e 18 de abril, em parceria com o programa Cientista Chefe

A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) realizará nos dias 17 e 18 de abril um seminário na sede da companhia, em Fortaleza, para marcar o lançamento dos Planos de Recursos Hídricos das regiões hidrográficas do Ceará. Os planos foram desenvolvidos no âmbito do Programa Cientista Chefe de Recursos Hídricos, uma iniciativa que visa combinar o conhecimento científico com a gestão pública para enfrentar os desafios relacionados à água no estado. Na ocasião, haverá uma apresentação do histórico dos Planos, bem como da metodologia utilizada pelos pesquisadores que atuaram no projeto. Além dos técnicos e gestores da Cogerh, o seminário contará com a participação de representantes da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH), da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), da Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra), de membros de Comitês de Bacias Hidrográficas do Estado e de pesquisadores da UFC, incluindo o Cientista-Chefe do campo de Recursos Hídricos, Professor Assis Filho. O evento pode ser acompanhado online por este link. “No contexto semiárido ao qual o Ceará está inserido, a definição do Plano para cada Bacia é ainda mais importante para antecipar ações de convivência com a seca“, ressaltou João Lúcio Farias, Diretor de Planejamento. Ele completa: “não se pode ficar sujeito às intempéries do clima e por isso a execução dos planos é essencial para a política de gestão dos Recursos Hídricos do Ceará”. O processo de desenvolvimento dos planos durou cerca de 3 anos, tendo início ainda no período da pandemia, com encontros, discussões e debates realizados inicialmente de forma virtual. A aprovação dos Planos das Regiões Hidrográficas contou com a intensa participação dos colegiados dos Comitês de Bacias do Ceará, que atuaram discutindo as diretrizes e aprovando as diferentes fases dos planos entre as quais, diagnostico, prognóstico e planos de ações. Aprovação do Plano de Recursos Hídricos das Bacias Metropolitanas Veja a programação do Seminário: Saiba mais Os Planos de Recursos Hídricos, desenvolvidos no contexto do Programa Cientista Chefe de Recursos Hídricos, são documentos técnicos que contemplam as características físicas, socioeconômicas e ambientais das bacias hidrográficas, oferecendo um diagnóstico completo, um prognóstico e um planejamento das ações a serem implementadas em cada região. Participaram da elaboração e atualização dos planos, a UFC, por meio de Termo de Cooperação Técnico-Científica firmada em agosto de 2019, e a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), por meio do Programa Cientista-Chefe, liderado pelo Professor da UFC, Francisco de Assis Filho. Originalmente em: https://portal.cogerh.com.br/cogerh-promove-seminario-sobre-os-planos-de-recursos-hidricos-do-ceara-nos-dias-17-e-18-de-abril/
Comitê das Bacias Metropolitanas aprova Plano de Recursos Hídricos e participa de capacitação promovida pela Cogerh

O Comitê das Bacias Hidrográficas da Região Metropolitana de Fortaleza aprovou o Plano de Recursos Hídricos da sua região, nesta quarta-feira (3), em Guaramiranga, durante sua 75ª Reunião Ordinária. Em virtude da renovação do seu colegiado, também ocorreu capacitação promovida pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), na terça-feira (2). Aprovação do Plano de Recursos Hídricos Na quarta-feira (3), por ocasião da sua 75ª Reunião Ordinária, o CBH-RMF aprovou o Plano de Recursos Hídricos, elaborado pela UFC, por meio do Programa Cientista Chefe de Recursos Hídricos, em parceria com a Cogerh e com o colegiado. Ticiana Studart, da UFC, repassou todas as etapas, a metodologia utilizada, os resultados obtidos ao longo do processo e destacou em sua fala a densa participação do Comitê nas atividades propostas. Os trabalhos para o plano iniciaram em junho de 2023, passando pela etapa de Diagnóstico e de Prognóstico até definir o plano de ação. As ações foram alocadas nos seguintes eixos temáticos: demanda hídrica, oferta hídrica, gerenciamento dos recursos hídricos, aspectos ambientais e político-institucionais. Esses programas devem conduzir ao alcance do objetivo estratégico do PRH, que visa proporcionar a melhoria da segurança hídrica e a minimização da ocorrência de conflitos pelo uso dos recursos hídricos por meio de projetos, programas e investimentos prioritários. Veja o documento com os programas e ações do PRH aqui: https://portal.cogerh.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Plano_Acoes_RMF_corrigido_final.pdf Na ocasião, também foi apresentada a situação do Programa Nacional de Fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas (Procomitê), desenvolvido pela Agência Nacional de Águas (ANA). Carlos Magno, da SRH, apresentou o objetivo do programa, os recursos disponíveis e suas possibilidades de aplicação. Na ocasião, também foi apresentada a situação do Programa Nacional de Fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas (Procomitê), desenvolvido pela Agência Nacional de Águas (ANA). Carlos Magno, da SRH, apresentou o objetivo do programa, os recursos disponíveis e suas possibilidades de aplicação. Denilson Fidelis, Gerente de Planejamento e Orçamento da Cogerh, também esteve presente para tratar sobre o Relatório Financeiro da Companhia referente ao ano de 2023, dando ênfase no faturamento registrado nas Bacias Metropolitanas. Capacitação para novos membros A capacitação contou com palestras ministradas por representantes da Funceme, Cogerh, Sema e UFC. Francisco Teixeira, da Funceme, apresentou sobre o Sistema Integrado de Gestão de Recursos Hídricos (Sigerh), o papel de cada órgão envolvido, seu histórico e eixo de atuação. Rodrigo Vasconcelos, Gerente Regional das Bacias Metropolitanas, explanou a situação hídrica dos reservatórios com base nos dados do Portal Hidrológico do Ceará, destacando que os açudes Acarape, Aracoiaba, Catucinzenta, Cauhipe, Germinal, Itapebussu e Tijuquinha atingiram sua capacidade máxima. Também falou sobre os principais sistemas de transferência hídrica do Integrado Jaguaribe – RMF. Em seguida foi a vez da Professora Titular da UFC, Ticiana Studart, apresentar todo o processo de atualização do Plano de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica das Bacias Metropolitanas. Finalizando o momento, Edecarlos Rulim, da Cogerh, dialogou sobre gestão participativa e o papel dos Comitês de Bacias e das Comissões Gestoras nos processos decisórios. Wlademir Theotônio, da Sema, ministrou a palestra “Conhecendo o Maciço e a APA da Serra de Baturité”. Após as apresentações, foi realizado um momento solene de entrega dos termos de posse da Diretoria e das instituições eleitas. Originalmente em: https://portal.cogerh.com.br/comite-das-bacias-metropolitanas-aprova-plano-de-recursos-hidricos-e-participa-de-capacitacao-promovida-pela-cogerh/
