Prefeitura de Fortaleza e UFC firmam acordo para mapeamento de áreas verdes

Acordo permitirá ainda estudos sobre habitação e projetos voltados para a urbanização sustentável Foto: Maurício Moreira A Prefeitura de Fortaleza assinou, na terça-feira (1), um termo de cooperação técnica com a Universidade Federal do Ceará (UFC). O acordo permitirá ações integradas com foco em ações ambientais, com mapeamento das áreas verdes da cidade, estudos sobre habitação e projetos voltados para a urbanização sustentável. “A previsão é realizarmos uma avaliação detalhada das áreas verdes da cidade, assim como um estudo aprofundado sobre todos os assentamentos precários existentes em Fortaleza, incluindo as ocupações irregulares. O objetivo é que, a partir desses diagnósticos, a Prefeitura possa desenvolver intervenções que promovam mais dignidade e qualidade de vida para essas comunidades”, explicou o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT). Segundo o gestor, a UFC tem “saber técnico” e profissionais “altamente capacitados” que podem contribuir com a gestão municipal se tornar “mais sustentável e mais atenta às necessidades da população, especialmente àquelas pessoas que muitas vezes são invisibilizadas pela gestão pública tradicional”. Já o reitor da UFC, Custódio Almeida, destacou que a universidade vai colaborar com seu “aparato científico nas áreas de manejo de áreas verdes, recursos hídricos, limpeza de lagoas e açudos”. “Colocamos à disposição um verdadeiro exército de cientistas, professores e estudantes para contribuir com a melhoria da cidade”, afirmou Custódio. Originalmente em: https://oestadoce.com.br/politica/prefeitura-de-fortaleza-e-ufc-firmam-acordo-para-mapeamento-de-areas-verdes/
UFC e Prefeitura de Fortaleza formalizam cooperação na área ambiental; recuperação de áreas verdes e urbanização sustentável serão focos

A Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Prefeitura de Fortaleza assinaram, na manhã dessa terça-feira (1º), acordo de cooperação técnica direcionado à promoção de ações ambientais integradas na capital cearense. A parceria envolve a Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), a Secretaria de Meio Ambiente da UFC (SMA-UFC), o Laboratório de Ciências do Mar (Labomar) e o Centro Estratégico de Excelência em Políticas de Águas e Secas (Cepas), os três últimos da UFC. A parceria terá como foco o mapeamento e a recuperação de áreas verdes e mananciais, bem como projetos de urbanização sustentável. Da esq. para a dir.: André Barbosa (sec. de Articulação Comunitária), professor Assis Filho (Cepas-UFC), João Vicente Leitão (SEUMA), Evandro Leitão (Prefeito de Fortaleza), Custódio Almeida (reitor da UFC), professora Aliny Abreu (SMA-UFC) e Jonas Dezidoro (Habitafor). (Foto: Ribamar Neto/ UFC Informa) A iniciativa surgiu a partir de estudos desenvolvidos pela UFC sobre a poluição no açude Santo Anastácio, localizado no campus do Pici, e foi fortalecida com a criação da secretaria interna dedicada à pasta, há cerca de um ano. Segundo o reitor Custódio Almeida, a SMA-UFC e o Cepas propuseram ações para recuperar o açude e, ao perceberem a complexidade da situação, ampliaram a proposta para toda a sua bacia hídrica, que se estende a outras áreas de Fortaleza. O açude integra a bacia que se estende da Lagoa da Parangaba ao Rio Maranguapinho e é um dos 67 corpos d’água da cidade com elevado nível de poluição. “Estamos colocando à disposição da Prefeitura de Fortaleza todo o nosso aparato científico nas áreas de manejo de áreas verdes, recursos hídricos, limpeza de lagoas e açudes. O acordo de cooperação assinado hoje representa uma mudança significativa: colocamos à disposição um verdadeiro exército de cientistas, professores e estudantes para contribuir com a melhoria da cidade”, sintetizou o reitor Custódio Almeida. Durante o evento de assinatura, o prefeito Evandro Leitão destacou a importância da colaboração com a academia: “A UFC tem um saber técnico e institucional imenso, com profissionais altamente capacitados. Tenho certeza de que essa expertise pode contribuir muito para tornarmos Fortaleza uma cidade mais feliz, mais sustentável e mais atenta às necessidades da população, especialmente àquelas pessoas que muitas vezes são invisibilizadas pela gestão pública tradicional”, apontou. Além da solenidade onde a parceria foi formalizada, as comitivas da UFC e da Prefeitura de Fortaleza percorreram o açude Santo Anastácio, a trilha da Matinha do Pici, a Lagoa do Porangabuçu e o território próximo do canal da Bela Vista. (Foto: Ribamar Neto/ UFC Informa) O secretário João Vicente Leitão, titular da Seuma, também enfatizou o caráter colaborativo da iniciativa: “Nenhuma política pública se sustenta sozinha: ela precisa do envolvimento da população, da produção de conhecimento e da colaboração entre setores”. Além da solenidade onde a parceria foi formalizada, a comitiva das duas instituições percorreu o açude Santo Anastácio, a trilha da Matinha do Pici, a Lagoa do Porangabuçu e o território próximo do canal da Bela Vista. Entre as primeiras ações previstas, está a formulação de um plano de trabalho que terá como modelo a recuperação do açude Santo Anastácio. A área funcionará como um “açude-escola”, com atividades formativas para estudantes de pós-graduação da UFC e técnicos da Prefeitura e do Governo do Estado. Além da recuperação das águas, o acordo inclui replantio de matas nativas na capital – hoje reduzidas a apenas 16% da cobertura original – e a proteção de dunas e lagoas urbanas. “O acordo deixou de ser só à área de águas e passou também a ser um acordo para cuidar de matas e dunas. É um amplo acordo de cooperação entre a prefeitura, por meio da Seuma, e da UFC, com seus professores, cientistas e estudantes, que vão desenvolver estudos e consultorias”, reforçou Custódio. As ações integradas começarão pela recuperação do ecossistema do açude Santo Anastácio, que é um dos 67 corpos hídricos da cidade com alto grau de poluição. (Foto: Ribamar Neto/UFC Informa) COBERTURA VERDE E URBANISMO – À frente da SMA-UFC, a professora Aliny Abreu, destacou que serão realizadas novas investigações sobre as áreas verdes e recursos hídricos da cidade, bem como sobre as consequências da ocupação urbana desordenada, especialmente em áreas de risco. “Há fluxo de esgoto in natura para dentro do canal que desemboca em nosso açude, além de outras ligações clandestinas. Essa carga exagerada de resíduos torna o ambiente aquático completamente inviável ao ecossistema”, relatou, trazendo um panorama atual sobre a situação do açude Santo Anastácio. A partir do acordo assinado, UFC e Prefeitura estudam a implementação de obras como estações elevatórias para interceptação de esgoto e o desenvolvimento de robôs com sensores para análise do estado de tubulações e do nível de assoreamento de canais e rios. Será feito ainda mapeamento de áreas verdes remanescentes de Fortaleza e do nível de degradação florestal nas últimas décadas. “A gente não tem um documento mostrando quais áreas verdes foram perdidas ao longo do tempo e como Fortaleza pode fazer para recuperar uma porcentagem delas”, explicou a professora Aliny. Além do reitor Custódio Almeida e do prefeito Evandro Leitão, participaram da agenda a secretária de Meio Ambiente da UFC, Aliny Abreu, e os secretários municipais João Vicente Leitão (Urbanismo e Meio Ambiente), Jonas Dezidoro (Desenvolvimento Habitacional) e André Barbosa (Articulação Comunitária). Também acompanharam a assinatura diversos pesquisadores da UFC e servidores da Universidade e da Prefeitura que atuam nesse campo. As ações têm previsão de início imediato, e a expectativa é de que a parceria contribua para o avanço das políticas ambientais e de urbanização sustentável em Fortaleza. Originalmente em: https://www.ufc.br/noticias/noticias-da-reitoria/19537-ufc-e-prefeitura-de-fortaleza-formalizam-cooperacao-na-area-ambiental-recuperacao-de-areas-verdes-e-urbanizacao-sustentavel-serao-focos
Parceria entre UFC e prefeitura prevê mapear e recuperar áreas verdes

O objetivo do pacto é realizar ações integradas de mapeamento das áreas verdes da Cidade, estudos sobre habitação e projetos voltados à urbanização sustentável Na foto, o açude Santo Anastácio, que está 100% comprometido / Crédito: Divulgação/Ribamar Neto Na tarde desta terça-feira, 1º, a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Prefeitura de Fortaleza firmaram um acordo de cooperação técnica na área ambiental. Estão envolvidos no pacto a Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) e o Laboratório de Ciências do Mar (Labomar). O objetivo é realizar ações integradas de mapeamento das áreas verdes da Cidade, estudos sobre habitação e projetos voltados à urbanização sustentável. Como o projeto está em fase inicial, os valores de futuras ações não foram divulgados. Foi feita uma visita ao açude Santo Anastácio, a trilha da Matinha do Pici, a Lagoa do Porangabuçu e no território próximo do canal da Bela Vista. Acordo de cooperação surgiu a partir de estudo sobre poluição em açude O reitor da UFC, Custódio Almeida, explica que, o Centro Estratégico de Excelência em políticas de Águas e Secas (Cepas) junto da Secretaria do Meio Ambiente (SMA) da UFC, pensou em ações para recuperar o açude Santo Anastácio, que fica localizado no campus do Pici. Para tratar o Santo Anastácio, é preciso envolver diferentes pastas do município, como a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), a Fundação do Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor) e até mesmo a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), ligada ao Estado. “A gente resolveu se reunir com o prefeito e mostrar a ele que a ação de recuperar o Santo Anastácio implicaria o trabalho em rede para tratar toda a bacia e rede hidráulica”. A ampliação da conversa resultou no acordo de cooperação estabelecido entre as duas partes nesta terça-feira, 1º. O açude faz parte da bacia hídrica que liga a Lagoa da Parangaba até o Rio Maranguapinho, e é um dos 67 corpos d’água da Capital que está com problemas de poluição forte. Atualmente, Fortaleza possui apenas 16% das matas nativas. A proposta da UFC, junto ao Labomar, é recuperar muitas das áreas que estão deterioradas, sejam elas por ocupações indevidas ou abandono. “O acordo deixou de ser só à área de águas e passou também a ser um acordo para cuidar de matas e dunas. É um amplo acordo de cooperação entre a prefeitura, por meio da Seuma, e da UFC, com seus professores, cientistas e estudantes, que vão prestar serviços e consultorias das orientações para tornar Fortaleza uma cidade cada vez mais sustentável”, afirmou Custódio. O reitor destacou também que, a organização do plano de trabalho deve ser iniciada ainda neste mês de julho. “Nós estamos prevendo um plano de trabalho para fazer atuações inicialmente no açude Santo Anastácio. Vamos envolver as pessoas necessárias e começar o trabalho imediatamente”. As expectativas do reitor é de conseguir organizar uma agenda de cuidados ambientais na Capital, envolvendo as três áreas naturais: lagoas, matas e dunas. “A expectativa é que nós tenhamos uma Fortaleza com mais educação ambiental, mais compromisso com o meio ambiente e uma Cidade cada vez mais sustentável”, concluiu Custódio. Prefeitura e pesquisadores da UFC farão estudos sobre situação A titular da (SMA) da UFC, Aliny Abreu, esclarece que serão feitos diversos estudos e análises com pesquisadores da UFC e profissionais de pastas ambientais da prefeitura. A ideia é fortalecer estudos e projetos a partir do acordo, que irá contemplar ações nas lagoas e corpos hídricos da Cidade “Nosso foco e primeiro modelo de referência é o açude Santo Anastácio”. O açude fica dentro da bacia do Rio Maranguapinho e recebe água de outros afluentes, como a Lagoa da Parangaba. Na foto, o açude Santo Anastácio coberto por aguapés / Crédito: Divulgação/Ribamar Neto Visitação técnica ao açude Santo Anastácio, que faz parte da bacia hídrica que liga a Lagoa da Parangaba até o Rio Maranguapinho / Crédito: Divulgação/Ribamar Neto Prefeitura de Fortaleza e UFC firmam acordo de cooperação técnica para mapear e recuperar áreas verdes na Capital / Crédito: Divulgação/Ribamar Neto As futuras ações serão contempladas por multiprofissionais, que analisarão toda a complexidade da situação. De acordo com Aliny, o caso envolve um plano de drenagem da Cidade a um plano de saneamento básico, que ainda não está finalizado no município. “Tem muito assentamento precário em áreas de risco que estão pegando esses corpos hídricos”, afirmou a titular da SMA. Aliny afirma que a poluição no açude é “integral”, e que pode ser considerada em 100%. “Jorra esgoto em natura para dentro do canal, além de outras ligações clandestinas. Isso tá trazendo essa carga de enxofre de fósforo e nitrogênio, que são nutrientes que alimentam as macrófitas” Ela continua: “Essa carga exagerada de nutrientes, a partir dessa contribuição de esgoto, torna o ambiente aquático completamente inviávelao ecossistema”, detalhou a pesquisadora. Além da recuperação das áreas verdes, Aliny afirma que um mapeamento sobre os locais deve ser feito. “A gente não tem um documento mostrando como a gente perdeu as áreas verdes ao longo do tempo e como Fortaleza pode fazer para recuperar grande porcentagem delas”, explicou. O plano emergencial para recuperar a área do açude deve ter duração de pelo menos um ano. O local também servirá como um “açude-escola”, realizando treinamentos a alunos de pós-graduação da UFC e técnicos da prefeitura e Estado. Outra parte da estratégia envolve o levantamento do estado de tubulações. Para isso, seria feita a criação de robôs com tecnologia embarcada, que terão sensores específicos para realizar estudos de assoreamento. “A gente precisa fazer todo um levantamento bem rigoroso para a tomar as medidas cabíveis dentro de cada situação”, conclui Aliny Abreu. Originalmente em: https://www.opovo.com.br/noticias/fortaleza/2025/07/01/parceria-entre-ufc-e-prefeitura-preve-mapear-e-recuperar-areas-verdes.html
Gestão colaborativa: UFC e Prefeitura de Fortaleza formalizam união institucional a favor da sustentabilidade urbana

Após semanas de reuniões, cerimônia de concretude é realizada no Campus do Pici Foto: Ribamar Neto A Universidade Federal do Ceará (@ufcinforma) firmou acordo de cooperação técnica na área ambiental com a Prefeitura de Fortaleza. A parceria, fechada nesta terça-feira (01.07), visa o desenvolvimento de estudos e soluções práticas para as demandas ambientais da cidade, com o objetivo de preservar os espaços naturais. O evento foi realizado no Campus do Pici, contando com a participação do reitor Custódio Almeida (@custodioalmeidaufc) e do prefeito Evandro Leitão (@evandroleitao), além de pesquisadores e servidores da UFC e da prefeitura que atuam no campo da sustentabilidade. Após a solenidade, Custódio Almeida publicou sobre a união colaborativa em seu perfil no Instagram. “Essa não é somente uma preocupação do presente, mas um compromisso em prol de tempos que ainda virão”, declara. O prefeito de Fortaleza também compartilhou sobre o momento em seu perfil, afirmando que a parceria busca construir “uma Fortaleza mais sustentável, com mais qualidade de vida para nossa população.” Além da cerimônia de formalização do acordo institucional, os presentes ainda visitaram o açude Santo Anastácio (cartão-postal do Campus do Pici), a trilha da Matinha do Pici, a Lagoa do Porangabuçu e as proximidades do canal da Bela Vista. O percurso serviu para verificar a situação das áreas verdes abordadas na pauta e acrescentar imersão ao diálogo sobre saneamento, recursos hídricos e outras questões ambientais. Foto: Ribamar Neto CEPAS na cooperação técnica O Centro de Excelência em Políticas de Águas e Secas (CEPAS/UFC) teve participação efetiva na cooperação técnica, a partir dos projetos em desenvolvimento pelo núcleo. Na ocasião da assinatura do acordo, os professores Ana Bárbara, Iran Lima e Renata Luna (ambos do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da UFC) explanaram sobre as ações necessárias para minimizar o processo de poluição do açude Santo Anastácio. Questões como habitação, esgotamento sanitário e educação ambiental foram levantadas como necessárias ao longo de toda a bacia e de maneira transdisciplinar. Renata Luna, que é doutora em Engenharia Civil e secretária executiva do CEPAS, comenta sobre como a pluralidade de estudos científicos pode ser benéfica para a gestão pública. “Então, podemos mostrar a facilidade de ter profissionais para trabalhar prognósticos, cenários e medidas que possam ser transformadoras e que possam ser replicadas em outros reservatórios, em outros assuntos da cidade”, defende. Foto: Ribamar Neto Saiba mais A assinatura do acordo de cooperação técnica na área ambiental entre a Universidade Federal do Ceará e a Prefeitura de Fortaleza se concretiza após semanas de reuniões e alinhamentos. No dia 10 de junho deste ano, representantes do corpo técnico da UFC apresentaram políticas públicas de sustentabilidade em desenvolvimento ao prefeito Evandro Leitão, em reunião no Paço Municipal. Na ocasião, destacou-se a contribuição técnica do CEPAS para políticas públicas de sustentabilidade e propostas como a requalificação do Açude Santo Anastácio. A reunião contou com a presença do professor Assis Filho (@assissouzafilho), diretor e representante do CEPAS/UFC, do reitor Custódio Almeida (@custodioalmeidaufc), da vice-reitora Diana Azevedo (@diana.azevedo.ufc) e da secretária de Meio Ambiente da UFC, Aliny Abreu (@abreualiny). Representantes do Instituto de Ciências do Mar (@labomarufc) e da Secretaria do Meio Ambiente da UFC (@smaufc) também se fizeram presentes. Foto: Ribamar Neto
Itapiúna e Capistrano: Comissões Gestoras avançam em novas etapas dos Planos de Gestão Proativa de Secas nos açudes Castro e Pesqueiro

A reunião ocorreu no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Itapiúna (CE) Nos dias 11 e 12 de junho, as Comissões Gestoras dos açudes Castro e Pesqueiro continuaram as atividades do Plano de Gestão Proativa de Secas dos hidrossistemas. Compondo a 2ª rodada de oficinas para elaboração dos planos que preparam as regiões para os desafios da seca, os encontros ocorreram nos municípios cearenses de Itapiúna e Capistrano. Conduzidas pelos professores Marcelo Cavalcanti, Luiz Júnior e Alexandre Costa (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – Unilab), as reuniões contaram com o apoio da equipe técnica da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (COGERH). O objetivo foi apresentar o Diagnóstico dos Planos, que foi desenvolvido mediante os resultados dos primeiros encontros junto às Comissões Gestoras (CG) e dos dados fornecidos pelos técnicos. As primeiras oficinas foram realizadas nos mesmos municípios, que integram a Região Hidrográfica das Bacias Metropolitanas. Os trabalhos tiveram início com reuniões nos dias 14 e 15 de maio passado. Reunião da Comissão Gestora do Açude Pesqueiro, em Capistrano (CE) O que foi discutido? Resgatando a memória social sobre os eventos de seca, narrados pelos participantes das primeiras oficinas (14 e 15 de maio passado), os professores apresentaram imagens para contextualizar a nova etapa. Em seguida, o resultado do questionário aplicado anteriormente subsidiou o diagnóstico que também foi exposto. Reunião da Comissão Gestora do Açude Castro, em Itapiúna (CE) Reunião da Comissão Gestora do Açude Pesqueiro, em Capistrano (CE) O terceiro tópico metodológico trabalhado nos encontros foi o Plano de Ação, no qual os participantes foram divididos em grupos e assistidos pela equipe técnica. A ideia era discutir os impactos ambientais, sociais e econômicos que o abastecimento de água pode gerar. A aplicação da ferramenta lúdica que simula o gerenciamento coletivo de um reservatório, o “Seca em Jogo”, também ocorreu. Segundo Marcelo Cavalcanti, foi bem aceito e desenvolvido pelos presentes. Aplicação do “Seca em Jogo” com a Comissão Gestora do Açude Castro, em Itapiúna (CE) Aplicação do “Seca em Jogo” com a Comissão Gestora do Açude Pesqueiro, em Capistrano (CE) Saiba mais Os Planos de Gestão Proativa de Secas para Hidrossistemas reúnem estudos e ações com o objetivo de mitigar os impactos das secas no estado do Ceará. O projeto é uma realização do Programa Cientista Chefe: Recursos Hídricos (@aguacientistachefe), desenvolvido pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (@funcapce) e pela Secretaria dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará (@recursoshidricosce). A iniciativa tem como executores a Universidade Federal do Ceará (@ufcinforma) e a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (@cogerh), em parceria com os Comitês de Bacias Hidrográficas (CBH) e as Comissões Gestoras – atores sociais que participam diretamente das decisões sobre a alocação de água no estado –, além do apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (@funceme). O processo envolve a Rede Estadual de Políticas de Águas e Secas (REGAS), formada por diferentes instituições de pesquisa do estado do Ceará, que realizam as oficinas e estudos para elaboração dos planos, a exemplo da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), responsável pelo Plano de Seca dos Hidrossistemas Castro e Pesqueiro. Até o momento, o Ceará tem 12 planos concluídos (Patu, Fogareiro-Quixeramobim, Carnaubal, Jaburu I, Missi, Tejuçuoca, Trussu, Angicos, Ubaldinho, Riacho do Sangue, Acarape do Meio e Catucinzenta) e 6 em desenvolvimento (Arneiroz II, Mundaú, Cachoeira, Pedras Brancas, Castro e Pesqueiro).
Projeto ALOCAR dá continuidade às atividades de alocação negociada de água no Ceará

Grupos focais são realizados nas gerências regionais da COGERH Grupo Focal da Gerência Regional da Bacia do Salgado O projeto ALOCAR avançou em mais uma etapa de sua metodologia: os grupos focais. Iniciadas no dia 31 de março deste ano, essas reuniões objetivam refletir sobre a alocação negociada de água para proposição de uma estratégia geral para a alocação negociada de água, com o intuito de mapear campos semânticos, estratégias discursivas e outras narrativas, bem como subsidiar a normatização desse processo. A técnica de grupo focal pauta-se na escuta ativa e participativa dos técnicos de cada Gerência Regional da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (COGERH), que a partir de um roteiro semiestruturado relatam suas experiências. Os grupos focais são realizados pela equipe do Programa Cientista Chefe: Recursos Hídricos (UFC/FUNCAP) em parceria com a COGERH, a partir da articulação da Gerência de Gestão Participativa (GEPAR). A professora e pesquisadora de planejamento e gestão dos recursos hídricos, Sandra Aquino (UECE), apresenta a dinâmica a ser trabalhada nas reuniões e faz a mediação das discussões do grupo focal. Grupo Focal da Gerência Regional das Bacias Metropolitanas Ao total, serão 10 encontros referentes às 10 gerências regionais. Até o momento, já foram realizados 05 grupos focais: Sobre as discussões O objetivo central dos grupos focais do Projeto ALOCAR é refletir sobre a alocação negociada de forma participativa, alinhar procedimentos e criar bases normativas para a alocação negociada de água, promovendo maior inclusão e legitimidade nas decisões coletivas, com vistas a garantir a sua sustentabilidade como prática social. Grupo Focal da Gerência Regional da Bacia do Curu Aspectos metodológicos Os grupos focais são do tipo autorreferente (reflexão sobre as experiências e proposição coletiva de perspectivas futuras) e têm como público os(as) técnicos(as) dos núcleos operacional e de gestão das Gerências Regionais da COGERH, que atuam em todas as etapas da alocação. Os encontros seguem a dinâmica a seguir. Grupo Focal da Gerência Regional da Bacia do Alto Jaguaribe 6. Registro individual e encerramento Grupo Focal da Gerência Regional da Bacia do Litoral Saiba mais O Projeto ALOCAR é desenvolvido no âmbito do Programa Cientista Chefe: Recursos Hídricos da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (@funcapce). Realizado em parceria com a COGERH (@cogerh) e com apoio do Centro Estratégico de Excelência em Política de Águas e Secas (@cepasufc), a iniciativa busca mapear desafios, conflitos e oportunidades na gestão hídrica, contribuindo para uma alocação mais eficiente e sustentável dos recursos hídricos no estado.
Professor Assis Filho é promovido a Professor Titular da Universidade Federal Do Ceará

Titulação recebida é considerada o topo da carreira acadêmica Na última terça-feira (20/05), a comunidade científica cearense celebrou a promoção do professor Francisco de Assis de Souza Filho a Professor Titular da Universidade Federal do Ceará (UFC). A cerimônia de apresentação do Memorial Acadêmico de Assis Filho, intitulada “Jornada em Rios Turbulentos: Ciência, Tecnologia, Inovação, Ensino e Gestão dos Recursos Hídricos”, foi realizada no auditório do Centro Estratégico de Excelência em Políticas de Águas e Secas (CEPAS/UFC). O momento reuniu familiares, amigos, professores, orientandos e parceiros de longa caminhada profissional e acadêmica. Composta pelos professores doutores Antônio Miranda (UFC), Nilo Nascimento (Universidade Federal de Minas Gerais) e Mônica Porto (Universidade de São Paulo – USP), a banca avaliadora comentou sobre sua trajetória na universidade. “Foi com imensa e orgulhosa satisfação que assistimos ao prof. Francisco Assis apresentar seu memorial de titulação”, conclui sua colega de trabalho e presidente da cerimônia, Profa. Dra. Ticiana Studart (UFC). O momento também foi marcado por elogios de parceiros acadêmicos ao trabalho do Cientista Chefe de Recursos Hídricos do Ceará. “Absolutamente, dispensa perguntas. Você é o professor titular mais preparado para receber esse título”, declara a docente da USP. O poeta das águas Para além da linguagem e conhecimento científicos, Assis Filho é poeta nas horas vagas. O mais recente Professor Titular da UFC diz fazer “da água, poesia”. Por essa razão, o cordel “A cátedra e o sertão: o mestre Assis em cordel” foi escrito em sua homenagem pela médica Paola Tôrres e recitado pela professora Bernadete Porto. Os versos relembram o alinhamento entre o lado pessoal e profissional do cientista, que desde cedo possuía ligação com os rios. O poeta das águas também foi aplaudido de pé pela plateia após recitar um poema de sua autoria, refletindo sua carreira e relação com os rios que permearam sua vida. Saiba mais O prof. Assis Filho (@assissouza) é cientista-chefe de Recursos Hídricos da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (@funcapce), diretor do CEPAS-UFC (@cepasufc) e coordenador do Laboratório de Gerenciamento do Risco Climático para a Sustentabilidade Hídrica (@labgrc). Graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Ceará (1990), possui mestrado em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (1995) e doutorado em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (2006). No fim dos anos 1980 e início da década de 1990 Assis foi presidente do DCE/UFC.
Águas urbanas: professores e cientistas discutem estratégias de gerenciamento de reservatórios urbanos

Experiências em diferentes regiões do Brasil agregam ao debate em busca de soluções viáveis Na última quarta-feira (21/05), aconteceu a “Mesa Redonda: Águas Urbanas” no auditório da Pós-Graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal do Ceará (POSDEHA-UFC). O objetivo do encontro foi discutir estratégias de planejamento e soluções práticas, para a gestão integrada e colaborativa de reservatórios hídricos urbanos. Foram abordadas questões de normatização e problemáticas socioculturais inerentes à temática. O evento foi presidido pela Profa. Dra. Ticiana Studart, docente do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da UFC. A participação do Prof. Dr. Nilo de Oliveira Nascimento (Universidade Federal de Minas Gerais) evidenciou-se pela palestra sobre a Norma de Referência de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais Urbanas (ANA – NR 12/2025). Além disso, também contribuíram no debate os professores doutores Mônica Porto (Universidade de São Paulo), Carlos Galvão (Universidade Federal de Campina Grande) e Assis Filho (Cientista Chefe de Recursos Hídricos do Ceará). Encerrando a manhã de troca de conhecimentos, os professores Samiria Oliveira (UFC) e Iran Lima (UFC) apresentaram as propostas voltadas à gestão das águas urbanas da Bacia do Açude Santo Anastácio (ASA). Atualmente, existe um grupo de trabalho específico para estudos de gestão da qualidade ambiental do ASA, que tem ligação com 6 bairros da capital cearense. São eles: Padre Andrade, Presidente Kennedy, Parquelândia, Amadeu Furtado, Bela Vista e Pici. Contando com a presença do público interessado, o momento possibilitou diálogos e possibilidades de caminhos para uma drenagem urbana mais eficiente, sustentável e integrada.
Você sabia? A Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA faz parte do Programa Cientista Chefe

O mesmo é uma iniciativa da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) que busca aproximar as universidades e a pesquisa científica da gestão pública no Ceará. Por meio desse programa, são desenvolvidas estratégias de inovação voltadas para diversas políticas públicas, como a de recursos hídricos. A área de Recursos Hídricos é coordenada pelo professor Francisco de Assis de Souza Filho, Diretor do Centro Estratégico de Excelência em Política de Águas e Secas (CEPAS/UFC), responsável por um conjunto de projetos, estudos e ações em andamento, entre os quais os Planos de Gestão Proativa de Seca. Esses planos propõem uma mudança no modelo reativo tradicional das políticas de água diante da seca, antecipando decisões e medidas a partir da definição de gatilhos e estratégias antes que os efeitos da seca se façam sentir nos territórios. Os planos são elaborados para diferentes escalas e finalidades, abrangendo hidrossistemas, regiões hidrográficas, vales perenizados e áreas urbanas. No caso dos planos voltados aos hidrossistemas, foi formada uma rede de pesquisadores (as) envolvendo instituições como UVA, UFCA, UNILAB, IFCE (campi Limoeiro do Norte e Quixadá) e UFC Crateús. A coordenação dessas equipes interdisciplinares está a cargo da professora Daniele Costa da Silva, do curso de Ciências Sociais da UVA, que participa da iniciativa desde 2022. Ela lidera o grupo de estudos e pesquisas sobre águas, políticas e conflitos no Semiárido Nordestino (Nascentes). Também integra o grupo a Professora Marina Leitão Mesquita, do mesmo curso, que coordena a equipe local da UVA nos planos de hidrossistema. Até o momento, foram elaborados 14 planos para hidrossistemas e outros 7 estão em fase de desenvolvimento. A metodologia adotada, concebida pelo Cientista Chefe, é baseada na participação social e na construção colaborativa, com destaque para o envolvimento dos colegiados da política de recursos hídricos, como Comissões Gestoras e Comitês de Bacia, e das instituições gestoras dessa política, como Cogerh e Funceme. Originalmente em: https://www.uva.ce.gov.br/2025/05/19/voce-sabia-a-universidade-estadual-vale-do-acarau-uva-faz-parte-do-programa-cientista-chefe/
Comissões Gestoras iniciam novos Planos de Gestão Proativa de Secas nos Hidrossistemas Castro e Pesqueiro

Reunião da Comissão Gestora do Açude Castro, em Itapiúna As Comissões Gestoras dos Açudes Castro e Pesqueiro iniciaram a construção dos Planos de Gestão Proativa de Secas dos hidrossistemas. Os primeiros encontros foram realizados nos municípios de Itapiúna e Capistrano, que integram a Região Hidrográfica das Bacias Metropolitanas. Os trabalhos tiveram início com reuniões nos dias 14 e 15 de maio passado.Os eventos permitiram a apresentação da metodologia a ser aplicada e o cronograma das atividades a ser seguido em cada local. Com apoio da equipe técnica da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), as reuniões foram conduzidas por Marcelo Cavalcanti, Luiz Júnior e Alexandre Cunha, professores da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e integrantes da Rede Estadual de Política de Águas e Secas (REGAS), vinculada ao Centro Estratégico de Excelência em Políticas de Águas e Secas da Universidade Federal do Ceará (CEPAS/UFC). Marcelo Cavalcanti conduz reunião da Comissão Gestora do Açude Castro, em Itapiúna As comunidades locais marcaram presença por meio de depoimentos sobre as memórias da seca e os impactos sofridos no período. Também foram aplicados questionários ao final, para subsidiar os respectivos diagnósticos. O diálogo buscou identificar os principais desafios enfrentados hoje e quais soluções práticas podem ser executadas. Para além do fenômeno hídrico, a seca traz consequências socioculturais. A partir de uma sondagem feita com a população, o sociólogo Marcelo Cavalcanti verificou que o impacto entre 2012 e 2017 foi intenso no quesito restrição de água. “Hoje em dia, percebe-se que isso é uma vulnerabilidade em que algumas pessoas conseguem ter um manejo melhor da água, fazendo uso de recursos individuais, particulares”, diz ele, que é pesquisador de políticas públicas e culturais da Unilab. Reunião da Comissão Gestora do Açude Pesqueiro, em Capistrano Segundo Cavalcanti, os encontros servem para levantamento de questões e dados primários. As pessoas mais antigas relatam suas memórias em períodos de seca e, assim, a reflexão sobre os impactos gerados surge. O professor explica que desde a percepção da comunidade até os conflitos sociais existentes são levados em consideração: “Nada é desperdiçado”, conclui. As respostas coletadas serão analisadas e integradas ao processo de construção colaborativa dos planos. O objetivo é aprimorar as ações de gestão e resposta às secas, considerando as especificidades de cada região e a realidade das comunidades afetadas. A apresentação dos diagnósticos está prevista para o mês de junho, além de haver a validação e a execução da dinâmica “Seca em Jogo” – um recurso metodológico que simula a gestão coletiva de um reservatório de uso comum. PLANOS DE SECA Os Planos de Gestão Proativa de Secas são uma das ações do Programa Cientista Chefe: Recursos Hídricos — uma iniciativa da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), em parceria com a Secretaria dos Recursos Hídricos do Ceará (SRH). A realização do projeto é mediada por cooperação técnico-científica entre a Cogerh — vinculada à SRH — e a UFC, com participação da Funceme. Além dos planos dos hidrossistemas Castro e Pesqueiro, estão em elaboração os planos dos hidrossistemas Benguê (Região Hidrográfica do Alto Jaguaribe), Pedras Brancas (Região Hidrográfica do Banabuiú), Forquilha (Região Hidrográfica do Acaraú), Cachoeira (Região Hidrográfica do Salgado) e Santo Antônio de Russas (Região Hidrográfica do Baixo Jaguaribe). Fontes: http://www.cbhrmf.com.br/noticias/iniciada-construcao-do-plano-de-secas-do-acude-castro-em-itapiuna/ http://www.cbhrmf.com.br/noticias/comissao-gestora-do-acude-pesqueiro-inicia-discussoes-para-a-elaboracao-do-plano-de-secas-da-regiao/
