Cogerh sedia Seminário sobre Planos Proativos de Secas e avança em nova estratégia de gestão hídrica no Ceará

Nos dias 25 e 26 de agosto, a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) sediou em Fortaleza o Seminário sobre Planos de Gestão Proativa de Secas. O evento reuniu especialistas, gestores públicos e técnicos para apresentar a experiência do Ceará no desenvolvimento de soluções voltadas ao enfrentamento da seca. Promovido pelo Programa Cientista Chefe de Recursos Hídricos, o seminário ocorreu no Auditório da Cogerh e foi transmitido remotamente para o público. A programação destacou a elaboração dos Planos Proativos de Secas em diversos reservatórios. A meta é criar 64 planos para 64 reservatórios. Os Planos Proativos de Secas são fruto da parceria entre o programa Cientista Chefe do Governo do Estado, Cogerh, Secretaria dos Recursos Hídricos, Funceme, Universidade Federal do Ceará (UFC) e Funcap. A Cogerh, parceira do Programa Cientista Chefe, teve um papel central na formulação e execução desses planos, aplicando sua expertise técnica e mais de 30 anos de experiência em gestão participativa das águas no estado. O diretor de Operações da Cogerh, Tércio Tavares, reforçou a relevância da ciência para a gestão de recursos hídricos. “A ciência é a base de tudo. Esse investimento em pesquisa, aliado à participação social, é essencial para avançar na segurança hídrica e garantir que o Ceará esteja mais preparado para enfrentar futuras secas“, afirmou. Até o momento, mais de 20 planos de seca já foram elaborados, em reservatórios como, Patu, Acarape do Meio, Ubaldinho, Jaburu I, dentre outros, fortalecendo a integração entre ciência, inovação tecnológica e gestão participativa. O objetivo é tornar os sistemas hídricos mais resilientes, reduzir os impactos de futuras secas, promover o desenvolvimento econômico e assegurar a segurança hídrica para a população cearense. Planos de Gestão Proativa de Secas Segundo o professor e Cientista Chefe do projeto, Assis Filho, os planos são estratégicos e operacionais, permitindo decisões mais precisas e eficientes. “Essa iniciativa coloca o Ceará à frente de outros estados brasileiros na gestão de recursos hídricos, integrando ciência, inovação tecnológica e participação social para garantir melhores condições de vida para a população”, destacou. A construção dos planos é realizada em parceria com a Secretaria de Recursos Hídricos e diversas universidades, como UFC, UFCA, Unilab, Instituto Federal e Universidade Vale do Acaraú. Essa colaboração garante a participação regional, envolvendo Comitês de Bacia, Comissões Gestoras de reservatórios e associações de usuários de água. Parceria entre ciência e sociedade na gestão da água A iniciativa envolve cientistas da Universidade Federal do Ceará (UFC), especialistas da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), técnicos da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e, fundamentalmente, representantes da sociedade civil. Esse modelo de gestão participativa é o que torna os planos realmente proativos. Eles são elaborados em todos os açudes do Ceará que contam com Comissões Gestoras de Reservatórios, que são formadas por usuários da água e poder público. “Essa união de conhecimentos técnicos e práticos garante que as ações sejam eficientes, transparentes e alinhadas com as necessidades de quem mais depende da água“, explicou o Professor Assis Filho. A ciência por trás dos planos de gestão de secas A elaboração dos planos de gestão de seca da Cogerh é um processo técnico e científico. A pesquisa envolve a análise da variabilidade climática, a modelagem do balanço hídrico e a avaliação do impacto das mudanças climáticas. O resultado é um plano que visa o monitoramento, a previsão e a análise de vulnerabilidade, beneficiando toda a população cearense e os diversos usos da água. Os planos funcionam com base em alertas graduais de seca à medida que os níveis dos reservatórios reduzem. Para cada estado — alerta, seca e seca severa — são definidas ações concretas e específicas. A inovação nesse projeto foi sua metodologia pedagógica, que convida quem usa água dos açudes a simular as distribuições do recurso durante um ano por meio do “Seca em Jogo“, jogo de tabuleiro criado pela Funceme. O objetivo é não deixar o reservatório secar após 10 rodadas, simbolizando anos, com cada participante com um papel diferente, representando indústria, pequeno irrigante, poder público e outras instituições que fazem parte do processo de alocação. “Esse método fomenta reflexão dos próprios usuários sobre os problemas, levanta percepções que o público teve durante aquele momento complicado na vida local e os chama a resolvê-los. Eles se sentem parte do processo. É o caráter democrático. E aí, a gente faz eles enxergarem que existe uma parte do poder público interessada em resolver esse problema junto com eles, conseguindo construir ali o consenso”, analisa Alberto Teixeira, professor do curso de Saneamento Ambiental do IFCE de Limoeiro do Norte e condutor dos Planos de Secas dos açudes Riacho do Sangue, em Solonópole, e do Santo Antônio de Russas. Otacílio Matos, da Associação dos Produtores Solidários (Aprosol) de Capistrano, usuário do Açude Pesqueiro e membro da Comissão Gestora do reservatório, desenvolveu uma nova visão de sua responsabilidade na operação do manancial após as oficinas do Plano de Secas. Para o produtor, a grande diferença durante o processo foi compreender a dinâmica das prioridades de uso do hidrossistema e como as decisões da Comissão impactam setores diversos. “Alguns de nós não tinham a compreensão da importância da Comissão durante as definições das alocações de água. O professor esclareceu quais são as prioridades de uso, que sempre será o abastecimento humano. Porque se faltar água para consumo diário das famílias, é calamidade total”, contou Otacílio, se referindo ao professor Marcelo Cavalcanti, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), que conduziu oficinas com a comunidade local. Essa rede institucional liderada pelo Programa Cientista Chefe foi determinante para engajar os membros de Comitês de Bacia e de Comissões Gestoras de acordo com a professora de Engenharia Civil da Universidade Federal do Cariri, Celme Torres, que conduziu a construção dos Planos dos açudes Ubaldinho, Rosário e Cachoeira, na região do Salgado. “O tempo todo a gente dizia aos participantes: ‘Olha, a gente tá aqui como mediador desse plano, mas quem tem que dizer o que quer e o que pensa são vocês’. Então, isso
Comitê da Bacia do Acaraú inicia construção do 1º Plano de Secas da região

Nesta quarta-feira (6), o Comitê da Bacia Hidrográfica do Acaraú iniciou os debates para construção do 1º Plano Proativo de Secas da região, durante sua 51ª Reunião Extraordinária, no Centro de Educação a Distância (CED), em Sobral. O encontro reuniu representantes do poder público, usuários de água e sociedade civil. O Plano, no âmbito do Projeto Cientista Chefe, coloca o Vale do Acaraú como território pioneiro na construção de um modelo de gestão proativa da seca, rompendo com a lógica tradicional reativa. O objetivo é desenvolver, com a participação dos atores locais, um conjunto de ações adequadas para cada estágio da seca, desde o período anterior ao início da escassez até os momentos mais críticos. Professora Daniele Costa, da Universidade Estadual do Vale do Acaraú, apresentou como funcionam os Planos de Seca O estudo busca antecipar os efeitos da seca por meio de estratégias previamente definidas e alinhadas com as realidades locais. O projeto será executado entre setembro de 2025 e janeiro de 2026 e teve ampla aceitação da plenária, despertando interesse de diversos segmentos representados no Comitê, que ressaltaram a importância e urgência da iniciativa diante dos recorrentes desafios enfrentados pelo território. Comissão Gestora do Açude Jenipapo Além disso, foi realizada a posse da Comissão Gestora do Açude Jenipapo, localizado em Meruoca, fortalecendo o compromisso com a gestão compartilhada e sustentável dos recursos hídricos do reservatório. PROCOMITÊS A reunião contou também com a participação de Márcia Caldas, representante da Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará (SRH), que apresentou a situação atual dos projetos vinculados ao Programa Nacional de Fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas (Procomitês), da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O debate trouxe várias reflexões sobre a aplicação do recurso e reforçou a atuação precursora do CBH Acaraú no estado do Ceará na proposição e acompanhamento dos projetos que contemplam todo o território da bacia. Márcia Caldas, da Secretaria de Recursos Hídricos, mostrou a situação do incentivo federal à plenária Como informe, a reunião também trouxe atualizações sobre a retomada do Plano de Bacia do Acaraú, que seguirá para sua 2ª etapa a partir da apresentação do prognóstico já elaborado, e avançará para a terceira fase, com a elaboração do Plano de Ações, ainda com cronograma a definir. Além disso, foram destacados os nomes dos representantes do Comitê que participarão do Encontro Nacional de Comitês de Bacia (ENCOB), que acontecerá de 8 a 13 de setembro, em Vitória (ES): Francilene Lima de Maria Trajano, da Associação Comunitária Tomás Severiano da Silva (Massapê), e Valdemir Mesquita de Sousa, da Câmara Municipal de Santa Quitéria. Por fim, foi informada a realização de uma Reunião Ampliada, junto ao secretário de recursos hídricos do Ceará, Fernando Santana, no dia 29 de agosto, na cidade de Acaraú, com o objetivo de ouvir os relatos e demandas dos integrantes do colegiados, sociedade civil e instituições que atuam no território da bacia hidrográfica do Acaraú. Originalmente em: http://www.cbhacarau.com.br/noticias/comite-da-bacia-do-acarau-inicia-construcao-do-1o-plano-de-secas-da-regiao/
Secas em Cidades: Evento reúne técnicos da CAGECE para identificar aprendizados institucionais e propor ações estratégicas

A ocasião apresenta projeto que visa fortalecer a resiliência urbana diante da seca Fortaleza (CE), 18 de julho de 2025 – Na última sexta-feira, no Hotel Sonata de Iracema, foi realizada a primeira oficina do projeto que irá desenvolver os Planos de Gestão Proativa de Secas em Cidades – uma iniciativa voltada à preparação dos centros urbanos para conviver com os efeitos da seca, por meio de planejamento estruturado e ações articuladas que reduzam seus impactos sobre a população e os serviços essenciais. A oficina, intitulada “Saberes Institucionais e Levantamento de Ações”, aconteceu ao longo de todo o dia e reuniu técnicos da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), vindos de diferentes superintendências que atuaram durante o período de seca entre os anos de 2012 e 2018. Dividida em dois turnos, a atividade teve como objetivo reunir os aprendizados institucionais desse período crítico. Pela manhã, os grupos temáticos discutiram os principais problemas vivenciados pela companhia em cinco dimensões: À tarde, os participantes se dedicaram à formulação de ações estratégicas, classificando-as de acordo com o estado de severidade da seca (Normal, Alerta, Seca ou Seca Severa) e apontando os responsáveis por sua implementação. O projeto é uma realização do Centro Estratégico de Excelência em Políticas de Águas e Secas (CEPAS/UFC), da Cagece e do Programa Cientista Chefe: Recursos Hídricos, com apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (Secitece). A oficina marca o início de um processo colaborativo de construção de planos urbanos que reconhecem a seca como parte do clima semiárido e buscam fortalecer a capacidade adaptativa das cidades, garantindo continuidade dos serviços e melhor qualidade de vida para a população. A próxima etapa do projeto será a realização de mais uma oficina, desta vez com os atores locais da cidade de Crateús, que será a primeira cidade a ter seu Plano de Gestão Proativa de Secas em Cidades elaborado. Intitulada “Diálogos Locais”, a atividade irá promover o engajamento da Cagece e das instituições do território na construção coletiva das ações de convivência com a seca e mitigação de seus impactos no contexto urbano.
Prefeito Evandro Leitão firma acordo de cooperação ambiental com a UFC

A iniciativa visa ações conjuntas de mapeamento de áreas verdes, habitação e urbanização sustentável Durante o evento, o prefeito destacou a importância da colaboração com a comunidade acadêmica (Fotos: Beatriz Boblitz) O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, assinou, nesta terça-feira (1/7), um termo de cooperação técnica com a Universidade Federal do Ceará (UFC), com foco em ações ambientais. A parceria prevê ações integradas de mapeamento das áreas verdes da cidade, estudos sobre habitação e projetos voltados à urbanização sustentável. Durante o evento, o prefeito destacou a importância da colaboração com a comunidade acadêmica. “A UFC tem um saber técnico e institucional imenso, com profissionais altamente capacitados. Tenho certeza de que essa expertise pode contribuir muito para tornarmos Fortaleza uma cidade mais feliz, mais sustentável e mais atenta às necessidades da população, especialmente àquelas pessoas que muitas vezes são invisibilizadas pela gestão pública tradicional”, afirmou. Um dos pontos da parceria é o mapeamento das áreas verdes da cidade Evandro também detalhou as frentes de trabalho da parceria. “A previsão é realizarmos uma avaliação detalhada das áreas verdes da cidade, assim como um estudo aprofundado sobre todos os assentamentos precários existentes em Fortaleza, incluindo as ocupações irregulares. O objetivo é que, a partir desses diagnósticos, a Prefeitura possa desenvolver intervenções que promovam mais dignidade e qualidade de vida para essas comunidades”, concluiu. O reitor da UFC, Custódio Almeida, ressaltou o compromisso da Universidade com a cidade e celebrou a parceria com a Prefeitura de Fortaleza. “Estamos colocando à disposição da Prefeitura de Fortaleza todo o nosso aparato científico nas áreas de manejo de áreas verdes, recursos hídricos, limpeza de lagoas e açudes. O acordo de cooperação assinado hoje representa uma mudança significativa: é a formalização de uma parceria sólida entre a UFC e a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) e da Secretaria de Meio Ambiente da UFC. Colocamos à disposição um verdadeiro exército de cientistas, professores e estudantes para contribuir com a melhoria da cidade”, afirmou Custódio. João Vicente, titular da Seuma, reforçou a importância das parcerias institucionais para o avanço da agenda ambiental. “Quando assumimos a gestão ambiental em janeiro, ficou claro que seria necessário firmar parcerias estratégicas. Buscamos o apoio de empresários, do terceiro setor e da academia por entendermos que é um privilégio contar com diferentes saberes e experiências. Nenhuma política pública se sustenta sozinha: ela precisa do envolvimento da população, da produção de conhecimento e da colaboração entre setores”, afirmou. Originalmente em: https://www.fortaleza.ce.gov.br/noticias/prefeito-evandro-leitao-firma-acordo-de-cooperacao-ambiental-com-a-ufc
Prefeitura de Fortaleza e UFC firmam acordo para mapeamento de áreas verdes

Acordo permitirá ainda estudos sobre habitação e projetos voltados para a urbanização sustentável Foto: Maurício Moreira A Prefeitura de Fortaleza assinou, na terça-feira (1), um termo de cooperação técnica com a Universidade Federal do Ceará (UFC). O acordo permitirá ações integradas com foco em ações ambientais, com mapeamento das áreas verdes da cidade, estudos sobre habitação e projetos voltados para a urbanização sustentável. “A previsão é realizarmos uma avaliação detalhada das áreas verdes da cidade, assim como um estudo aprofundado sobre todos os assentamentos precários existentes em Fortaleza, incluindo as ocupações irregulares. O objetivo é que, a partir desses diagnósticos, a Prefeitura possa desenvolver intervenções que promovam mais dignidade e qualidade de vida para essas comunidades”, explicou o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT). Segundo o gestor, a UFC tem “saber técnico” e profissionais “altamente capacitados” que podem contribuir com a gestão municipal se tornar “mais sustentável e mais atenta às necessidades da população, especialmente àquelas pessoas que muitas vezes são invisibilizadas pela gestão pública tradicional”. Já o reitor da UFC, Custódio Almeida, destacou que a universidade vai colaborar com seu “aparato científico nas áreas de manejo de áreas verdes, recursos hídricos, limpeza de lagoas e açudos”. “Colocamos à disposição um verdadeiro exército de cientistas, professores e estudantes para contribuir com a melhoria da cidade”, afirmou Custódio. Originalmente em: https://oestadoce.com.br/politica/prefeitura-de-fortaleza-e-ufc-firmam-acordo-para-mapeamento-de-areas-verdes/
UFC e Prefeitura de Fortaleza formalizam cooperação na área ambiental; recuperação de áreas verdes e urbanização sustentável serão focos

A Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Prefeitura de Fortaleza assinaram, na manhã dessa terça-feira (1º), acordo de cooperação técnica direcionado à promoção de ações ambientais integradas na capital cearense. A parceria envolve a Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), a Secretaria de Meio Ambiente da UFC (SMA-UFC), o Laboratório de Ciências do Mar (Labomar) e o Centro Estratégico de Excelência em Políticas de Águas e Secas (Cepas), os três últimos da UFC. A parceria terá como foco o mapeamento e a recuperação de áreas verdes e mananciais, bem como projetos de urbanização sustentável. Da esq. para a dir.: André Barbosa (sec. de Articulação Comunitária), professor Assis Filho (Cepas-UFC), João Vicente Leitão (SEUMA), Evandro Leitão (Prefeito de Fortaleza), Custódio Almeida (reitor da UFC), professora Aliny Abreu (SMA-UFC) e Jonas Dezidoro (Habitafor). (Foto: Ribamar Neto/ UFC Informa) A iniciativa surgiu a partir de estudos desenvolvidos pela UFC sobre a poluição no açude Santo Anastácio, localizado no campus do Pici, e foi fortalecida com a criação da secretaria interna dedicada à pasta, há cerca de um ano. Segundo o reitor Custódio Almeida, a SMA-UFC e o Cepas propuseram ações para recuperar o açude e, ao perceberem a complexidade da situação, ampliaram a proposta para toda a sua bacia hídrica, que se estende a outras áreas de Fortaleza. O açude integra a bacia que se estende da Lagoa da Parangaba ao Rio Maranguapinho e é um dos 67 corpos d’água da cidade com elevado nível de poluição. “Estamos colocando à disposição da Prefeitura de Fortaleza todo o nosso aparato científico nas áreas de manejo de áreas verdes, recursos hídricos, limpeza de lagoas e açudes. O acordo de cooperação assinado hoje representa uma mudança significativa: colocamos à disposição um verdadeiro exército de cientistas, professores e estudantes para contribuir com a melhoria da cidade”, sintetizou o reitor Custódio Almeida. Durante o evento de assinatura, o prefeito Evandro Leitão destacou a importância da colaboração com a academia: “A UFC tem um saber técnico e institucional imenso, com profissionais altamente capacitados. Tenho certeza de que essa expertise pode contribuir muito para tornarmos Fortaleza uma cidade mais feliz, mais sustentável e mais atenta às necessidades da população, especialmente àquelas pessoas que muitas vezes são invisibilizadas pela gestão pública tradicional”, apontou. Além da solenidade onde a parceria foi formalizada, as comitivas da UFC e da Prefeitura de Fortaleza percorreram o açude Santo Anastácio, a trilha da Matinha do Pici, a Lagoa do Porangabuçu e o território próximo do canal da Bela Vista. (Foto: Ribamar Neto/ UFC Informa) O secretário João Vicente Leitão, titular da Seuma, também enfatizou o caráter colaborativo da iniciativa: “Nenhuma política pública se sustenta sozinha: ela precisa do envolvimento da população, da produção de conhecimento e da colaboração entre setores”. Além da solenidade onde a parceria foi formalizada, a comitiva das duas instituições percorreu o açude Santo Anastácio, a trilha da Matinha do Pici, a Lagoa do Porangabuçu e o território próximo do canal da Bela Vista. Entre as primeiras ações previstas, está a formulação de um plano de trabalho que terá como modelo a recuperação do açude Santo Anastácio. A área funcionará como um “açude-escola”, com atividades formativas para estudantes de pós-graduação da UFC e técnicos da Prefeitura e do Governo do Estado. Além da recuperação das águas, o acordo inclui replantio de matas nativas na capital – hoje reduzidas a apenas 16% da cobertura original – e a proteção de dunas e lagoas urbanas. “O acordo deixou de ser só à área de águas e passou também a ser um acordo para cuidar de matas e dunas. É um amplo acordo de cooperação entre a prefeitura, por meio da Seuma, e da UFC, com seus professores, cientistas e estudantes, que vão desenvolver estudos e consultorias”, reforçou Custódio. As ações integradas começarão pela recuperação do ecossistema do açude Santo Anastácio, que é um dos 67 corpos hídricos da cidade com alto grau de poluição. (Foto: Ribamar Neto/UFC Informa) COBERTURA VERDE E URBANISMO – À frente da SMA-UFC, a professora Aliny Abreu, destacou que serão realizadas novas investigações sobre as áreas verdes e recursos hídricos da cidade, bem como sobre as consequências da ocupação urbana desordenada, especialmente em áreas de risco. “Há fluxo de esgoto in natura para dentro do canal que desemboca em nosso açude, além de outras ligações clandestinas. Essa carga exagerada de resíduos torna o ambiente aquático completamente inviável ao ecossistema”, relatou, trazendo um panorama atual sobre a situação do açude Santo Anastácio. A partir do acordo assinado, UFC e Prefeitura estudam a implementação de obras como estações elevatórias para interceptação de esgoto e o desenvolvimento de robôs com sensores para análise do estado de tubulações e do nível de assoreamento de canais e rios. Será feito ainda mapeamento de áreas verdes remanescentes de Fortaleza e do nível de degradação florestal nas últimas décadas. “A gente não tem um documento mostrando quais áreas verdes foram perdidas ao longo do tempo e como Fortaleza pode fazer para recuperar uma porcentagem delas”, explicou a professora Aliny. Além do reitor Custódio Almeida e do prefeito Evandro Leitão, participaram da agenda a secretária de Meio Ambiente da UFC, Aliny Abreu, e os secretários municipais João Vicente Leitão (Urbanismo e Meio Ambiente), Jonas Dezidoro (Desenvolvimento Habitacional) e André Barbosa (Articulação Comunitária). Também acompanharam a assinatura diversos pesquisadores da UFC e servidores da Universidade e da Prefeitura que atuam nesse campo. As ações têm previsão de início imediato, e a expectativa é de que a parceria contribua para o avanço das políticas ambientais e de urbanização sustentável em Fortaleza. Originalmente em: https://www.ufc.br/noticias/noticias-da-reitoria/19537-ufc-e-prefeitura-de-fortaleza-formalizam-cooperacao-na-area-ambiental-recuperacao-de-areas-verdes-e-urbanizacao-sustentavel-serao-focos
Parceria entre UFC e prefeitura prevê mapear e recuperar áreas verdes

O objetivo do pacto é realizar ações integradas de mapeamento das áreas verdes da Cidade, estudos sobre habitação e projetos voltados à urbanização sustentável Na foto, o açude Santo Anastácio, que está 100% comprometido / Crédito: Divulgação/Ribamar Neto Na tarde desta terça-feira, 1º, a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Prefeitura de Fortaleza firmaram um acordo de cooperação técnica na área ambiental. Estão envolvidos no pacto a Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) e o Laboratório de Ciências do Mar (Labomar). O objetivo é realizar ações integradas de mapeamento das áreas verdes da Cidade, estudos sobre habitação e projetos voltados à urbanização sustentável. Como o projeto está em fase inicial, os valores de futuras ações não foram divulgados. Foi feita uma visita ao açude Santo Anastácio, a trilha da Matinha do Pici, a Lagoa do Porangabuçu e no território próximo do canal da Bela Vista. Acordo de cooperação surgiu a partir de estudo sobre poluição em açude O reitor da UFC, Custódio Almeida, explica que, o Centro Estratégico de Excelência em políticas de Águas e Secas (Cepas) junto da Secretaria do Meio Ambiente (SMA) da UFC, pensou em ações para recuperar o açude Santo Anastácio, que fica localizado no campus do Pici. Para tratar o Santo Anastácio, é preciso envolver diferentes pastas do município, como a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), a Fundação do Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor) e até mesmo a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), ligada ao Estado. “A gente resolveu se reunir com o prefeito e mostrar a ele que a ação de recuperar o Santo Anastácio implicaria o trabalho em rede para tratar toda a bacia e rede hidráulica”. A ampliação da conversa resultou no acordo de cooperação estabelecido entre as duas partes nesta terça-feira, 1º. O açude faz parte da bacia hídrica que liga a Lagoa da Parangaba até o Rio Maranguapinho, e é um dos 67 corpos d’água da Capital que está com problemas de poluição forte. Atualmente, Fortaleza possui apenas 16% das matas nativas. A proposta da UFC, junto ao Labomar, é recuperar muitas das áreas que estão deterioradas, sejam elas por ocupações indevidas ou abandono. “O acordo deixou de ser só à área de águas e passou também a ser um acordo para cuidar de matas e dunas. É um amplo acordo de cooperação entre a prefeitura, por meio da Seuma, e da UFC, com seus professores, cientistas e estudantes, que vão prestar serviços e consultorias das orientações para tornar Fortaleza uma cidade cada vez mais sustentável”, afirmou Custódio. O reitor destacou também que, a organização do plano de trabalho deve ser iniciada ainda neste mês de julho. “Nós estamos prevendo um plano de trabalho para fazer atuações inicialmente no açude Santo Anastácio. Vamos envolver as pessoas necessárias e começar o trabalho imediatamente”. As expectativas do reitor é de conseguir organizar uma agenda de cuidados ambientais na Capital, envolvendo as três áreas naturais: lagoas, matas e dunas. “A expectativa é que nós tenhamos uma Fortaleza com mais educação ambiental, mais compromisso com o meio ambiente e uma Cidade cada vez mais sustentável”, concluiu Custódio. Prefeitura e pesquisadores da UFC farão estudos sobre situação A titular da (SMA) da UFC, Aliny Abreu, esclarece que serão feitos diversos estudos e análises com pesquisadores da UFC e profissionais de pastas ambientais da prefeitura. A ideia é fortalecer estudos e projetos a partir do acordo, que irá contemplar ações nas lagoas e corpos hídricos da Cidade “Nosso foco e primeiro modelo de referência é o açude Santo Anastácio”. O açude fica dentro da bacia do Rio Maranguapinho e recebe água de outros afluentes, como a Lagoa da Parangaba. Na foto, o açude Santo Anastácio coberto por aguapés / Crédito: Divulgação/Ribamar Neto Visitação técnica ao açude Santo Anastácio, que faz parte da bacia hídrica que liga a Lagoa da Parangaba até o Rio Maranguapinho / Crédito: Divulgação/Ribamar Neto Prefeitura de Fortaleza e UFC firmam acordo de cooperação técnica para mapear e recuperar áreas verdes na Capital / Crédito: Divulgação/Ribamar Neto As futuras ações serão contempladas por multiprofissionais, que analisarão toda a complexidade da situação. De acordo com Aliny, o caso envolve um plano de drenagem da Cidade a um plano de saneamento básico, que ainda não está finalizado no município. “Tem muito assentamento precário em áreas de risco que estão pegando esses corpos hídricos”, afirmou a titular da SMA. Aliny afirma que a poluição no açude é “integral”, e que pode ser considerada em 100%. “Jorra esgoto em natura para dentro do canal, além de outras ligações clandestinas. Isso tá trazendo essa carga de enxofre de fósforo e nitrogênio, que são nutrientes que alimentam as macrófitas” Ela continua: “Essa carga exagerada de nutrientes, a partir dessa contribuição de esgoto, torna o ambiente aquático completamente inviávelao ecossistema”, detalhou a pesquisadora. Além da recuperação das áreas verdes, Aliny afirma que um mapeamento sobre os locais deve ser feito. “A gente não tem um documento mostrando como a gente perdeu as áreas verdes ao longo do tempo e como Fortaleza pode fazer para recuperar grande porcentagem delas”, explicou. O plano emergencial para recuperar a área do açude deve ter duração de pelo menos um ano. O local também servirá como um “açude-escola”, realizando treinamentos a alunos de pós-graduação da UFC e técnicos da prefeitura e Estado. Outra parte da estratégia envolve o levantamento do estado de tubulações. Para isso, seria feita a criação de robôs com tecnologia embarcada, que terão sensores específicos para realizar estudos de assoreamento. “A gente precisa fazer todo um levantamento bem rigoroso para a tomar as medidas cabíveis dentro de cada situação”, conclui Aliny Abreu. Originalmente em: https://www.opovo.com.br/noticias/fortaleza/2025/07/01/parceria-entre-ufc-e-prefeitura-preve-mapear-e-recuperar-areas-verdes.html
Gestão colaborativa: UFC e Prefeitura de Fortaleza formalizam união institucional a favor da sustentabilidade urbana

Após semanas de reuniões, cerimônia de concretude é realizada no Campus do Pici Foto: Ribamar Neto A Universidade Federal do Ceará (@ufcinforma) firmou acordo de cooperação técnica na área ambiental com a Prefeitura de Fortaleza. A parceria, fechada nesta terça-feira (01.07), visa o desenvolvimento de estudos e soluções práticas para as demandas ambientais da cidade, com o objetivo de preservar os espaços naturais. O evento foi realizado no Campus do Pici, contando com a participação do reitor Custódio Almeida (@custodioalmeidaufc) e do prefeito Evandro Leitão (@evandroleitao), além de pesquisadores e servidores da UFC e da prefeitura que atuam no campo da sustentabilidade. Após a solenidade, Custódio Almeida publicou sobre a união colaborativa em seu perfil no Instagram. “Essa não é somente uma preocupação do presente, mas um compromisso em prol de tempos que ainda virão”, declara. O prefeito de Fortaleza também compartilhou sobre o momento em seu perfil, afirmando que a parceria busca construir “uma Fortaleza mais sustentável, com mais qualidade de vida para nossa população.” Além da cerimônia de formalização do acordo institucional, os presentes ainda visitaram o açude Santo Anastácio (cartão-postal do Campus do Pici), a trilha da Matinha do Pici, a Lagoa do Porangabuçu e as proximidades do canal da Bela Vista. O percurso serviu para verificar a situação das áreas verdes abordadas na pauta e acrescentar imersão ao diálogo sobre saneamento, recursos hídricos e outras questões ambientais. Foto: Ribamar Neto CEPAS na cooperação técnica O Centro de Excelência em Políticas de Águas e Secas (CEPAS/UFC) teve participação efetiva na cooperação técnica, a partir dos projetos em desenvolvimento pelo núcleo. Na ocasião da assinatura do acordo, os professores Ana Bárbara, Iran Lima e Renata Luna (ambos do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da UFC) explanaram sobre as ações necessárias para minimizar o processo de poluição do açude Santo Anastácio. Questões como habitação, esgotamento sanitário e educação ambiental foram levantadas como necessárias ao longo de toda a bacia e de maneira transdisciplinar. Renata Luna, que é doutora em Engenharia Civil e secretária executiva do CEPAS, comenta sobre como a pluralidade de estudos científicos pode ser benéfica para a gestão pública. “Então, podemos mostrar a facilidade de ter profissionais para trabalhar prognósticos, cenários e medidas que possam ser transformadoras e que possam ser replicadas em outros reservatórios, em outros assuntos da cidade”, defende. Foto: Ribamar Neto Saiba mais A assinatura do acordo de cooperação técnica na área ambiental entre a Universidade Federal do Ceará e a Prefeitura de Fortaleza se concretiza após semanas de reuniões e alinhamentos. No dia 10 de junho deste ano, representantes do corpo técnico da UFC apresentaram políticas públicas de sustentabilidade em desenvolvimento ao prefeito Evandro Leitão, em reunião no Paço Municipal. Na ocasião, destacou-se a contribuição técnica do CEPAS para políticas públicas de sustentabilidade e propostas como a requalificação do Açude Santo Anastácio. A reunião contou com a presença do professor Assis Filho (@assissouzafilho), diretor e representante do CEPAS/UFC, do reitor Custódio Almeida (@custodioalmeidaufc), da vice-reitora Diana Azevedo (@diana.azevedo.ufc) e da secretária de Meio Ambiente da UFC, Aliny Abreu (@abreualiny). Representantes do Instituto de Ciências do Mar (@labomarufc) e da Secretaria do Meio Ambiente da UFC (@smaufc) também se fizeram presentes. Foto: Ribamar Neto
Itapiúna e Capistrano: Comissões Gestoras avançam em novas etapas dos Planos de Gestão Proativa de Secas nos açudes Castro e Pesqueiro

A reunião ocorreu no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Itapiúna (CE) Nos dias 11 e 12 de junho, as Comissões Gestoras dos açudes Castro e Pesqueiro continuaram as atividades do Plano de Gestão Proativa de Secas dos hidrossistemas. Compondo a 2ª rodada de oficinas para elaboração dos planos que preparam as regiões para os desafios da seca, os encontros ocorreram nos municípios cearenses de Itapiúna e Capistrano. Conduzidas pelos professores Marcelo Cavalcanti, Luiz Júnior e Alexandre Costa (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – Unilab), as reuniões contaram com o apoio da equipe técnica da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (COGERH). O objetivo foi apresentar o Diagnóstico dos Planos, que foi desenvolvido mediante os resultados dos primeiros encontros junto às Comissões Gestoras (CG) e dos dados fornecidos pelos técnicos. As primeiras oficinas foram realizadas nos mesmos municípios, que integram a Região Hidrográfica das Bacias Metropolitanas. Os trabalhos tiveram início com reuniões nos dias 14 e 15 de maio passado. Reunião da Comissão Gestora do Açude Pesqueiro, em Capistrano (CE) O que foi discutido? Resgatando a memória social sobre os eventos de seca, narrados pelos participantes das primeiras oficinas (14 e 15 de maio passado), os professores apresentaram imagens para contextualizar a nova etapa. Em seguida, o resultado do questionário aplicado anteriormente subsidiou o diagnóstico que também foi exposto. Reunião da Comissão Gestora do Açude Castro, em Itapiúna (CE) Reunião da Comissão Gestora do Açude Pesqueiro, em Capistrano (CE) O terceiro tópico metodológico trabalhado nos encontros foi o Plano de Ação, no qual os participantes foram divididos em grupos e assistidos pela equipe técnica. A ideia era discutir os impactos ambientais, sociais e econômicos que o abastecimento de água pode gerar. A aplicação da ferramenta lúdica que simula o gerenciamento coletivo de um reservatório, o “Seca em Jogo”, também ocorreu. Segundo Marcelo Cavalcanti, foi bem aceito e desenvolvido pelos presentes. Aplicação do “Seca em Jogo” com a Comissão Gestora do Açude Castro, em Itapiúna (CE) Aplicação do “Seca em Jogo” com a Comissão Gestora do Açude Pesqueiro, em Capistrano (CE) Saiba mais Os Planos de Gestão Proativa de Secas para Hidrossistemas reúnem estudos e ações com o objetivo de mitigar os impactos das secas no estado do Ceará. O projeto é uma realização do Programa Cientista Chefe: Recursos Hídricos (@aguacientistachefe), desenvolvido pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (@funcapce) e pela Secretaria dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará (@recursoshidricosce). A iniciativa tem como executores a Universidade Federal do Ceará (@ufcinforma) e a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (@cogerh), em parceria com os Comitês de Bacias Hidrográficas (CBH) e as Comissões Gestoras – atores sociais que participam diretamente das decisões sobre a alocação de água no estado –, além do apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (@funceme). O processo envolve a Rede Estadual de Políticas de Águas e Secas (REGAS), formada por diferentes instituições de pesquisa do estado do Ceará, que realizam as oficinas e estudos para elaboração dos planos, a exemplo da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), responsável pelo Plano de Seca dos Hidrossistemas Castro e Pesqueiro. Até o momento, o Ceará tem 12 planos concluídos (Patu, Fogareiro-Quixeramobim, Carnaubal, Jaburu I, Missi, Tejuçuoca, Trussu, Angicos, Ubaldinho, Riacho do Sangue, Acarape do Meio e Catucinzenta) e 6 em desenvolvimento (Arneiroz II, Mundaú, Cachoeira, Pedras Brancas, Castro e Pesqueiro).
Projeto ALOCAR dá continuidade às atividades de alocação negociada de água no Ceará

Grupos focais são realizados nas gerências regionais da COGERH Grupo Focal da Gerência Regional da Bacia do Salgado O projeto ALOCAR avançou em mais uma etapa de sua metodologia: os grupos focais. Iniciadas no dia 31 de março deste ano, essas reuniões objetivam refletir sobre a alocação negociada de água para proposição de uma estratégia geral para a alocação negociada de água, com o intuito de mapear campos semânticos, estratégias discursivas e outras narrativas, bem como subsidiar a normatização desse processo. A técnica de grupo focal pauta-se na escuta ativa e participativa dos técnicos de cada Gerência Regional da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (COGERH), que a partir de um roteiro semiestruturado relatam suas experiências. Os grupos focais são realizados pela equipe do Programa Cientista Chefe: Recursos Hídricos (UFC/FUNCAP) em parceria com a COGERH, a partir da articulação da Gerência de Gestão Participativa (GEPAR). A professora e pesquisadora de planejamento e gestão dos recursos hídricos, Sandra Aquino (UECE), apresenta a dinâmica a ser trabalhada nas reuniões e faz a mediação das discussões do grupo focal. Grupo Focal da Gerência Regional das Bacias Metropolitanas Ao total, serão 10 encontros referentes às 10 gerências regionais. Até o momento, já foram realizados 05 grupos focais: Sobre as discussões O objetivo central dos grupos focais do Projeto ALOCAR é refletir sobre a alocação negociada de forma participativa, alinhar procedimentos e criar bases normativas para a alocação negociada de água, promovendo maior inclusão e legitimidade nas decisões coletivas, com vistas a garantir a sua sustentabilidade como prática social. Grupo Focal da Gerência Regional da Bacia do Curu Aspectos metodológicos Os grupos focais são do tipo autorreferente (reflexão sobre as experiências e proposição coletiva de perspectivas futuras) e têm como público os(as) técnicos(as) dos núcleos operacional e de gestão das Gerências Regionais da COGERH, que atuam em todas as etapas da alocação. Os encontros seguem a dinâmica a seguir. Grupo Focal da Gerência Regional da Bacia do Alto Jaguaribe 6. Registro individual e encerramento Grupo Focal da Gerência Regional da Bacia do Litoral Saiba mais O Projeto ALOCAR é desenvolvido no âmbito do Programa Cientista Chefe: Recursos Hídricos da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (@funcapce). Realizado em parceria com a COGERH (@cogerh) e com apoio do Centro Estratégico de Excelência em Política de Águas e Secas (@cepasufc), a iniciativa busca mapear desafios, conflitos e oportunidades na gestão hídrica, contribuindo para uma alocação mais eficiente e sustentável dos recursos hídricos no estado.
