Encontro 10 Anos do Monitor de Secas termina com compartilhamento de experiências nacionais e internacionais sobre acompanhamento de secas

Renato Senna, Maycon Castro e Samanta Lacerda apresentam o painel com o tema O Panorama da Seca no Amazonas em 2023/24 e o Uso do Monitor de Secas como Auxílio à Gestão Com uma série de apresentações técnicas com nomes de referência no monitoramento de secas, em Fortaleza (CE), no Hotel Oásis Atlântico, terminou o Encontro 10 Anos do Monitor de Secas. O evento foi realizado em 21 e 22 de agosto pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME) com o intuito de reunir especialistas brasileiros e estrangeiros para debater a primeira década de trabalho do Programa Monitor de Secas. Além disso, foram discutidas as perspectivas, como a expansão do trabalho para a América do Sul, e pontos que precisam ser aperfeiçoados nessa iniciativa realizada por uma rede com mais de 60 instituições federais, estaduais e distrital. Estiveram presentes ao segundo dia de evento a diretora da Agência Ana Carolina Argolo e os diretores interinos da ANA Marco Neves e Nazareno Araújo. Diferente do primeiro dia, que contou com a participação de autoridades e especialistas internacionais, esta quinta-feira teve um foco mais nacional e regional sobre os trabalhos realizados pela equipe que faz o Monitor de Secas acontecer. Coordenadora de Articulação para a Gestão de Eventos Críticos da ANA, Alessandra Daibert, fala no painel O Monitor de Secas do Brasil: Perspectivas e Desafios Nesta sexta-feira, 22, o painel O Monitor de Secas do Brasil: Onde Estamos Após uma Década de Jornada abriu a programação e foi apresentado pela especialista em regulação de recursos hídricos e saneamento básico da ANA Priscila Gonçalves. A servidora abordou todo o processo de expansão do Monitor, que inicialmente cobria somente o Nordeste e que foi ampliado para todo o Brasil entre 2018, com a entrada de Minas Gerais, e 2024, com a inclusão do Amapá como último estado a entrar no Mapa do Monitor. Em seguida ocorreu o painel O Monitor de Secas do Brasil: Perspectivas e Desafios com palestra da coordenadora de Articulação para a Gestão de Eventos Críticos da Agência, Alessandra Daibert. A apresentação seguinte foi sobre o tema Planos de Contingência de Secas no Ceará e teve palestra do presidente da FUNCEME, Eduardo Martins, com a participação do diretor-geral do Centro Estratégico de Excelência em Políticas de Águas e Secas (CEPAS), o professor Francisco de Assis Filho. Com um foco em comunicação, o coordenador de Relacionamento com a Imprensa e Comunicação Institucional da ANA, Raylton Alves, apresentou o painel O Monitor de Secas como Realidade na Pauta da Imprensa do Brasil. Com participação de Alessandra Daibert, o servidor da Agência abordou como o Monitor de Secas entrou no noticiário dos veículos de comunicação de abrangência regional e nacional. O painel seguinte tratou do tema O Panorama da Seca no Amazonas em 2023/24 e o Uso do Monitor de Secas como Auxílio à Gestão com as participações de Renato Senna, Maycon Castro e Samanta Lacerda representando o estado. Eles compartilharam informações sobre a evolução da seca de 2023/2024 na Amazônia Ocidental e o uso do Monitor de Secas na formulação de políticas públicas e como ferramenta para a tomada de decisão, como no caso da edição de decretos tanto de situação de emergência quanto de emergência ambiental no Amazonas. Presidente da FUNCEME, Eduardo Martins, apresenta painel Planos de Contingência de Secas no Ceará Por sua vez, os representantes rondonienses Fábio Saraiva e Cledmar Carneiro fizeram palestras sobre temas complementares. Saraiva abordou A Experiência de Rondônia com a Rede de Observação de Impactos em Apoio à Validação dos Mapas Mensais. Já Carneiro falou acerca dos pluviômetros, equipamento para medição de chuvas, e seu uso no território rondoniense. O último painel da programação tratou da Correlação entre Severidade de Seca do Mapa do Monitor de Secas do Brasil e a Evapotranspiração de Referência no Estado de Sergipe. O tema foi exposto pelo doutorando em Meteorologia Aplicada da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Josielton Santos. Cinco representantes estaduais com atuação no Monitor, um de cada região do País, tiveram espaço para compartilhar experiências. O primeiro deles foi o coordenador do Centro de Prevenção de Desastres Ambientais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (SEMA/MA), Caco Graça, que fez uma apresentação com o tema Maranhão, sua Água e a Falta dela. Já o analista ambiental da Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Roraima (FEMARH/RR) Ramón Wellengson falou sobre a temática Roraima no Monitor de Secas: Desafios e Soluções. Renato Senna, Maycon Castro e Samanta Lacerda apresentam o painel com o tema O Panorama da Seca no Amazonas em 2023/24 e o Uso do Monitor de Secas como Auxílio à Gestão Já o analista ambiental da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (SEMA/RS) Adriano Battisti fez apresentação sobre A Seca no Rio Grande do Sul: Protótipo Protocolo de Ações. Juliana Gomes, da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (ADASA/DF), compartilhou a experiência do DF desde sua entrada no Monitor de Secas. Por fim, a meteorologista Cinthia Avellar, representante do Instituto Estadual do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro (INEA/RJ), apresentou a trajetória do estado no Monitor. O Monitor de Secas O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar o planejamento e a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS. O projeto tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua

Cagece firma cooperação com Centro Estratégico de Excelência em Políticas de Águas e Secas (CEPAS) da UFC

Nesta terça-feira (30), foi assinado um termo de cooperação técnico-científica entre a Universidade Federal do Ceará (UFC) e órgãos do setor hídrico do estado. A medida institui o Centro Estratégico de Excelência em Políticas de Águas e Secas (CEPAS), que reúne laboratórios de diferentes áreas da universidade, para trabalhar na busca de soluções inovadoras e tecnológicas com foco em uma melhor proteção, gestão e tratamento das águas no Ceará. O CEPAS tem como objetivo fomentar o conhecimento para fortalecer o setor de recursos hídricos do Ceará. A iniciativa prevê o desenvolvimento de pesquisas científicas, além de novas tecnologias e alternativas para melhor encarar futuros períodos de seca, garantindo a oferta de água de qualidade para a população. “O Ceará está dando mais um passo importante. Esse é um momento que conclui o processo de instalação do CEPAS, visto que como um centro de políticas públicas, ele requer essa ligação orgânica com o Estado. Esse é um momento de formalização dessa aliança que o Estado faz para possibilitar o diálogo na construção de políticas de água e de convivência com a seca”, afirma o professor e cientista-chefe, Francisco de Assis de Sousa Filho, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da UFC. Para a atividade da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) no que diz respeito ao abastecimento da população, esta é uma parceria fundamental para mitigar inclusive os impactos das mudanças climáticas que já afetam não só o Ceará, mas todos os estados brasileiros. Neuri Freitas, presidente da companhia, destaca que, apesar do setor hídrico do Ceará ser considerado uma referência nacional, é importante continuar na busca constante por inovação. “A água é a grande discussão entre as companhias de saneamento do país e um dos pontos principais é com relação a qualidade. Infelizmente, hoje, a nossa água está com muita matéria orgânica, o que nos exige cada vez mais esforços para tratá-la. É preciso buscarmos conhecimento para desenvolver novas tecnologias de tratamento. Já temos todo um trabalho interno na companhia com as nossas pesquisas e com essa parceria nós vamos avançar ainda mais. Esse termo vai nos trazer bons frutos no futuro”, destaca Neuri Freitas, presidente da Cagece. Junto com a UFC e a Cagece, assinaram o termo de cooperação a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a Superintendência de Obras Hidráulicas (SOHIDRA) e a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). A ocasião contou com a presença de representantes da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH), da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), do Centec, além do ex-ministro da Integração, Francisco Teixeira, professores e técnicos estaduais. Originalmente em: https://www.ceara.gov.br/2024/05/01/cagece-firma-cooperacao-com-centro-estrategico-de-excelencia-em-politicas-de-aguas-e-secas-cepas-da-ufc/

Centro Estratégico de Excelência em Política de Águas e Secas apresenta estruturação da nova sede e novos projetos

O reitor Custódio Almeida se reuniu, nessa terça-feira (6), com Francisco de Assis Filho, professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental e coordenador do Centro Estratégico de Excelência em Política de Águas e Secas (CEPAS). Na ocasião, eles trataram da estruturação da nova sede do Centro, que ficará localizada no Campus do Pici, no mesmo prédio da Pró-Reitoria de Extensão (PREX), e da viabilização de novos projetos. Da esq. para a dir: chefe do Gabinete da Reitoria da UFC, Carlos Almir Monteiro; reitor Custódio Almeida, pró-reitora de Extensão Bernadete Porto e coordenador do CEPAS, Prof. Francisco de Assis Filho (Foto: Divulgação) Os projetos encampados pelo CEPAS têm como um dos principais focos de atuação a promoção da qualidade de vida e de segurança hídrica para o Ceará. Portanto, conforme o reitor, as iniciativas pretendem responder aos problemas vinculados a água e secas, principalmente neste ano de 2024, que tem previsão de estiagem. Para tocar esses projetos, é necessário estabelecer parcerias com outras instituições. O professor Francisco de Assis Filho explicou que as primeiras iniciativas começaram por meio do financiamento da Agência Nacional de Águas (ANA). No momento, outros convênios com instituições públicas estaduais estão em fase final de negociação. Os projetos também podem ser apresentados à Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), ao Ministério da Educação (MEC) e à Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP). Ainda durante a reunião, que também contou com a presença da pró-reitora de Extensão, professora Bernadete de Souza Porto, ficou definido que a sede do CEPAS será estruturada no mesmo prédio da PREX, no Campus do Pici, próximo à Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), e que serão pensadas ações coordenadas entre os dois setores. Custódio Almeida ressaltou ainda que o CEPAS vai assumir a responsabilidade pelo cuidado com o açude Santo Anastácio, localizado na área do Campus do Pici. “Isso significa fazer todo o monitoramento da água, do assoreamento que ocorre, do fluxo de águas que vem de outros bairros de Fortaleza”, citou. CEPAS – Aprovado pelo Conselho Universitário em novembro de 2023, o CEPAS agrega atualmente 21 laboratórios e grupos de pesquisa associados a 13 programas de pós-graduação de diversas unidades acadêmicas da UFC, com o objetivo de promover a inovação na gestão dos recursos hídricos e a ação integrada de órgãos do sistema de recursos hídricos no Ceará. Tem como intenção formular, acompanhar, avaliar e difundir programas e políticas de gestão de águas e gestão de secas, bem como produzir conhecimento para a inovação de práticas e tecnologias em gestão de secas e gestão de recursos hídricos. Originalmente em: https://www.ufc.br/noticias/noticias-da-reitoria/18603-reitor-se-reune-com-coordenador-do-centro-estrategico-de-excelencia-em-politica-de-aguas-e-secas-para-tratar-sobre-estruturacao-da-nova-sede-e-novos-projetos

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