
A reunião ocorreu no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Itapiúna (CE)
Nos dias 11 e 12 de junho, as Comissões Gestoras dos açudes Castro e Pesqueiro continuaram as atividades do Plano de Gestão Proativa de Secas dos hidrossistemas. Compondo a 2ª rodada de oficinas para elaboração dos planos que preparam as regiões para os desafios da seca, os encontros ocorreram nos municípios cearenses de Itapiúna e Capistrano.
Conduzidas pelos professores Marcelo Cavalcanti, Luiz Júnior e Alexandre Costa (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – Unilab), as reuniões contaram com o apoio da equipe técnica da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (COGERH). O objetivo foi apresentar o Diagnóstico dos Planos, que foi desenvolvido mediante os resultados dos primeiros encontros junto às Comissões Gestoras (CG) e dos dados fornecidos pelos técnicos.
As primeiras oficinas foram realizadas nos mesmos municípios, que integram a Região Hidrográfica das Bacias Metropolitanas. Os trabalhos tiveram início com reuniões nos dias 14 e 15 de maio passado.

Reunião da Comissão Gestora do Açude Pesqueiro, em Capistrano (CE)
O que foi discutido?
Resgatando a memória social sobre os eventos de seca, narrados pelos participantes das primeiras oficinas (14 e 15 de maio passado), os professores apresentaram imagens para contextualizar a nova etapa. Em seguida, o resultado do questionário aplicado anteriormente subsidiou o diagnóstico que também foi exposto.

Reunião da Comissão Gestora do Açude Castro, em Itapiúna (CE)

Reunião da Comissão Gestora do Açude Pesqueiro, em Capistrano (CE)
O terceiro tópico metodológico trabalhado nos encontros foi o Plano de Ação, no qual os participantes foram divididos em grupos e assistidos pela equipe técnica. A ideia era discutir os impactos ambientais, sociais e econômicos que o abastecimento de água pode gerar.
A aplicação da ferramenta lúdica que simula o gerenciamento coletivo de um reservatório, o “Seca em Jogo”, também ocorreu. Segundo Marcelo Cavalcanti, foi bem aceito e desenvolvido pelos presentes.


Aplicação do “Seca em Jogo” com a Comissão Gestora do Açude Castro, em Itapiúna (CE)

Aplicação do “Seca em Jogo” com a Comissão Gestora do Açude Pesqueiro, em Capistrano (CE)
Saiba mais
Os Planos de Gestão Proativa de Secas para Hidrossistemas reúnem estudos e ações com o objetivo de mitigar os impactos das secas no estado do Ceará. O projeto é uma realização do Programa Cientista Chefe: Recursos Hídricos (@aguacientistachefe), desenvolvido pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (@funcapce) e pela Secretaria dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará (@recursoshidricosce).
A iniciativa tem como executores a Universidade Federal do Ceará (@ufcinforma) e a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (@cogerh), em parceria com os Comitês de Bacias Hidrográficas (CBH) e as Comissões Gestoras – atores sociais que participam diretamente das decisões sobre a alocação de água no estado –, além do apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (@funceme).
O processo envolve a Rede Estadual de Políticas de Águas e Secas (REGAS), formada por diferentes instituições de pesquisa do estado do Ceará, que realizam as oficinas e estudos para elaboração dos planos, a exemplo da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), responsável pelo Plano de Seca dos Hidrossistemas Castro e Pesqueiro.
Até o momento, o Ceará tem 12 planos concluídos (Patu, Fogareiro-Quixeramobim, Carnaubal, Jaburu I, Missi, Tejuçuoca, Trussu, Angicos, Ubaldinho, Riacho do Sangue, Acarape do Meio e Catucinzenta) e 6 em desenvolvimento (Arneiroz II, Mundaú, Cachoeira, Pedras Brancas, Castro e Pesqueiro).
